Mundo
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 12/05/2026, às 18h20
O equilíbrio geopolítico no Oriente Médio atingiu um ponto crítico após a revelação de que os Emirados Árabes Unidos ,lançaram ataques secretos contra o Irã. A ação militar, detalhada pelo Wall Street Journal, ocorreu como retaliação a bombardeios iranianos contra instalações petrolíferas e portuárias dos Emirados.
O foco da operação foi a ilha iraniana de Lazan, atingida pouco antes do anúncio do cessar-fogo de 7 de abril.
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Imagens analisadas sugerem o uso de caças Mirage franceses e drones chineses Wing Long, ambos operados pelos Emirados, confirmando que a postura do país mudou da defesa para a represália direta. O movimento coloca os Emirados na linha de frente de um possível conflito total, caso a trégua — que Donald Trump afirma estar "por um fio" devido ao programa nuclear de Teerã — seja abandonada.
A instabilidade não se limita ao eixo Abu Dhabi-Teerã. O Kuwait anunciou a captura de quatro membros da Guarda Revolucionária Islâmica na ilha de Bubiyan. Os agentes teriam tentado se infiltrar em um barco de pesca para realizar "ataques terroristas". O episódio gerou forte indignação diplomática, com a convocação do embaixador iraniano no Kuwait, enquanto os Emirados declararam total solidariedade ao país vizinho contra os atos hostis da IRGC.
A escalada militar expõe uma rachadura profunda entre os Estados do Golfo. De um lado, os Emirados Árabes e o Kuwait adotam uma postura mais assertiva, reforçada por apoio militar de Israel — que enviou baterias do sistema Domo de Ferro para proteger solo emirático.
Do outro, Arábia Saudita, Catar, Turquia e Paquistão pregam a contenção. O ex-embaixador saudita, Turki al-Faisal, alertou que uma guerra total transformaria a região em um cenário de devastação.
Para esse grupo, o foco deve permanecer na crise em Gaza e no combate ao "expansionismo israelense", evitando cair em uma armadilha que levaria à destruição mútua.
O custo da instabilidade já é visível. O Pentágono estima que os custos da guerra com o Irã subiram para US$ 29 bilhões. No setor energético, a maior central de gás dos Emirados está fechada há quase dois anos devido a ataques iranianos, com previsão de reparo total apenas para 2027.
Enquanto isso, o Irã discute com Omã a reorganização do Estreito de Ormuz, incluindo a cobrança de taxas de navegação, o que é visto como uma tentativa de consolidar o controle sobre a rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.
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