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O ataque realizado pelos Estados Unidos a 3 instalações nucleares do Irã, na noite de sábado (21), foi repudiado pela China neste domingo (22). O Ministério das Relações Exteriores do país asiático disse que a ofensiva norte-americana “exacerbou as tensões no Oriente Médio” e violou a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).
Documento que estabelece princípios nas relações internacionais, a Carta da ONU diz que os países-membros devem evitar “a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado“. Na véspera, o secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia feito um apelo para que os EUA respeitassem a carta e cumprissem “as normas do direito internacional”.
A China se colocou à disposição para negociar um cessar-fogo na região e se dirigiu diretamente a Israel para encerrar as hostilidades e preservar a vida de civis. O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vem realizando operações no Irã desde 12 de junho (no horário de Brasília). O governo persa também vem respondendo militarmente.
“A China apela às partes em conflito, em particular a Israel, para que cheguem a um cessar-fogo o mais breve possível, garantam a segurança dos civis e iniciem o diálogo e a negociação”, disse o governo chinês.
Desde o início do confronto entre Israel e Irã, o governo chinês adotou uma postura diplomática e defendeu a resolução do conflito por meio do diálogo. A China — 2ª maior potência global — não está participando ativamente na guerra como os EUA. O país asiático tem relações com o Irã e com Israel.
Com os persas, existe um acordo de US$ 400 bilhões em investimentos em infraestrutura para a compra de petróleo. Com os israelenses, existem acordos no setor militar. Na sexta-feira (19), o presidente chinês, Xi Jinping, conversou por telefone com o líder russo, Vladimir Putin, e ambos concordaram sobre a necessidade de diminuir as tensões no Oriente Médio.
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