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Explosão atinge área de ilha artificial em Dubai após ataque do Irã

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Incidente foi registado em Palm Jumeirah. Defesa Civil informou que incêndio está sob controle.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais (@LunaETHWhale/X)

Publicado em 28/02/2026, às 16h28 - Atualizado às 16h29   Lorena Alcantara



Uma explosão foi registrada neste sábado (28) na região de Palm Jumeirah, ilha artificial em formato de palmeira de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O episódio ocorreu em meio aos ataques iranianos de retaliação do Irã, após coordenada dos Estados Unidos com Israel contra o regime iraniano.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma nuvem de fumaça nas proximidades do hotel Fairmont The Palm.

Em nota, o Escritório de Mídia de Dubai, canal oficial do governo local, confirmou que houve um incidente em um prédio na área e que equipes de emergência foram acionadas imediatamente.

Segundo o comunicado, a Defesa Civil informou que o incêndio provocado pela explosão já foi controlado e que o local foi isolado. As autoridades pediram que moradores e turistas mantenham a calma e busquem informações apenas em canais oficiais. O governo também orientou que a população evite compartilhar vídeos e imagens do ocorrido nas redes sociais.

Ainda de acordo com a nota, a segurança de residentes e visitantes segue como prioridade e as medidas necessárias continuam sendo adotadas para proteger o público.

O Irã reagiu à série de bombardeios realizados pelos Estados Unidos neste sábado com o lançamento de mísseis contra diferentes países do Oriente Médio, região onde Washington mantém dezenas de milhares de militares.

Entre os países que mantêm relação próxima com os norte-americanos estão os Emirados Árabes Unidos, que possuem cooperação estratégica tanto na área militar quanto econômica com os EUA.

A televisão estatal israelense KAN informou, com base em fontes do governo, que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente do país, Masoud Pezeshkian, teriam sido alvos da ação coordenada entre Estados Unidos e Israel. O governo iraniano é adversário histórico de Israel.

Em entrevista à NBC News, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Khamenei e Pezeshkian estavam vivos. "Todos os funcionários de alto escalão estão vivos. Todos estão em suas posições e lidando com a situação", declarou.

Antes disso, uma fonte ouvida pela agência Reuters disse que Khamenei não estava em Teerã e havia sido levado para um local considerado seguro.

Segundo a Reuters, os ataques também teriam atingido outras autoridades do regime, como o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani.

Ainda de acordo com a agência, o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour morreram nos bombardeios.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou a ofensiva como "preventiva", com o objetivo de "evitar ameaças". O presidente dos EUA, Donald Trupm, confirmou os ataques e afirmou que a ação busca proteger os americanos e impedir que o Irã desenvolva arma nuclear.

Como resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e no Catar, além de disparar mísseis e drones contra Israel. Até o momento, não há informações oficiais sobre danos ou vítimas.

O Ministério da Defesa do Catar informou que as Forças Armadas do país interceptaram mísseis antes que eles atingissem o espaço aéreo catarino.

Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou a retaliação e declarou que o país "não hesitará" em reagir. Em publicação nas redes sociais, o governo afirmou que está preparado para defender o território e que as Forças Armadas responderão "de forma decisiva" aos ataques.

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