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Imigrantes mudam rotina após Trump colocar em ação política de deportação

Imagem Imigrantes mudam rotina após Trump colocar em ação política de deportação
Brasileiros relatam que pânico se instaurou na comunidade de imigrantes nos Estados Unidos  |   Bnews - Divulgação
Redação

por Redação

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Publicado em 26/01/2025, às 18h16



O pânico se instaurou na comunidade de imigrantes nos Estados Unidos, principalmente depois da divulgação das imagens de estrangeiros algemados e conduzidos para aviões como terroristas, resultado da política de deportação do presidente Donald Trump.

O Brazilian Women's Group, uma rede de apoio para mulheres brasileiras no país, constatou em uma mensagem a seus membros. “A primeira semana da administração Donald Trump chega ao fim com um saldo trágico: mais de 500 imigrantes arrebanhados no trabalho, dezenas colocados em avião do exército para serem deportados, crianças com medo de ir para a escola, mulheres aterrorizadas de saírem de casa, homens e mulheres doentes mas sem coragem de procurar tratamento médico". Segundo elas, "o medo e pânico se instalaram em nossas comunidades. As informações são do portal Uol.

Em grandes cidades, como San Antonio, no Texas, restaurantes já registram a ausência de seus funcionários, que temem ir ao local de trabalho. Nos primeiros dias após sua vitória, Trump sinalizou que as operações para flagrar os imigrantes seriam em seus empregos.

 "As pessoas estão com muito medo, principalmente as mulheres grávidas", disse o pastor mexicano Luis Valles, de um centro evangélico no Harlem. Uma das medidas de Trump foi a de impedir que crianças que nascem nos EUA de mães em condição irregular recebam a cidadania americana. A lei foi barrada temporariamente nos tribunais. Segundo o religioso, o impacto tem sido o de afastar essas mulheres de consultas de pré-natal.

O grupo de mulheres brasileiras faz um alerta. "Isso é exatamente o que o governo quer: criar pânico e nos dividir para que não nos organizemos, não nos informemos, não nos juntemos", disse no comunicado.

"Nós somos muito mais do que isso, nós sabemos que o medo e o isolamento não nos tornarão mais seguras", apontam. "O pânico não vai nos proteger. Espalhar desinformação nos faz mais inseguras. Quem nos dá segurança somos nós mesmas, juntas somos poderosas e resilientes. Para superar esses tempos difíceis, precisamos estar bem informadas e preparadas para qualquer eventualidade. Saber nossos direitos nos ajuda a superar o medo", destacam.

Na comunicação, o Brazilian Women's Group afirma que "está trabalhando incansavelmente com nossas organizações parceiras e com as coalizões das quais fazemos parte para mobilizar nossa comunidade". "Ninguém será deixado para enfrentar esta administração sozinho. Nas palavras de Clarice Lispector, ninguém é ninguém sozinho."

A ordem no grupo é a de agir para garantir os direitos dos estrangeiros. Para isso, oferece programas, oficinas e recursos para "capacitar indivíduos e famílias a enfrentar este ambiente desafiador".

"Trabalharemos ao lado de outras organizações comunitárias para resistir a quaisquer políticas ou práticas que ameacem os direitos, a segurança ou a dignidade das comunidades imigrantes", anunciaram.

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