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Índia rompe jejum de 7 anos e volta a comprar petróleo do Irã em meio à guerra

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Decisão ocorre em meio à tensão no Oriente Médio e impacto no abastecimento global  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik

Publicado em 04/04/2026, às 16h45   Lorena Alcantara



A Índia voltou a importar petróleo do Irã após quase sete anos de interrupção. A informação foi confirmada neste sábado (4) pelo Ministério do Petróleo e Gás Natural da Índia e ocorre em meio à instabilidade no mercado global de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio.

A retomada representa uma mudança significativa na estratégia energética indiana. O país havia suspendido as compras em 2019, após a imposição de sanções dos Estados Unidos contra Teerã durante o governo de Donald Trump.

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Além do petróleo bruto, a Índia também adquiriu cerca de 44 mil toneladas métricas de gás liquefeito de petróleo (GLP) iraniano. A carga está sendo descarregada no porto de Mangalore.

A decisão ocorre em um cenário de forte tensão geopolítica, agravado pelas restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. A instabilidade na região tem pressionado o fornecimento e os preços internacionais de combustíveis.

Atualmente dependente de importações, visto que cerca de 85% do GLP consumido no país vem do exterior, a Índia tem buscado alternativas para garantir o abastecimento interno. Em nota, o governo negou rumores sobre dificuldades financeiras nas negociações e afirmou que as refinarias mantêm autonomia para adquirir petróleo de diferentes origens com base em critérios comerciais.

Segundo o ministério, não há impedimentos para as compras do produto iraniano e o fornecimento está assegurado para os próximos meses.

A reaproximação foi viabilizada após os Estados Unidos concederem, recentemente, uma autorização temporária que permite ao Irã vender parte de seu petróleo armazenado no mar, estimado em cerca de 140 milhões de barris, como uma maneira de aliviar a pressão sobre o mercado global.

Antes das sanções, a Índia era um dos principais destinos do petróleo iraniano. Em 2018, o país importava mais de 500 mil barris por dia, em contratos que incluíam condições comerciais consideradas vantajosas, com frete subsidiado e prazos ampliados para pagamento.

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