Mundo
por Bruna Rocha
Publicado em 11/01/2026, às 13h37
O Parlamento do Irã afirmou, neste domingo (11), que atacará alvos militares e navios dos Estados Unidos caso haja uma ofensiva americana em apoio aos manifestantes durante a onda de protestos em curso no país. Segundo uma ONG que monitora a situação no Irã, o número de mortos nos protestos, em quase duas semanas, subiu para 203.
“No caso de um ataque militar dos Estados Unidos, tanto o território ocupado quanto os centros militares e navios dos EUA serão nossos alvos legítimos”, disse Mohammad Bagher Ghalibaf ao Parlamento, em declarações transmitidas pela TV estatal. Ao mencionar “território ocupado”, Ghalibaf aparentemente se referiu também a Israel, país que a República Islâmica não reconhece.
O novo balanço de mortos ocorre em meio a denúncias de violência policial feitas por manifestantes contra o governo do aiatolá Ali Khamenei.
“O nível do confronto contra os manifestantes se intensificou”, afirmou o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan.
“Desde o início dos protestos, a Iran Human Rights confirmou a morte de pelo menos 203 manifestantes”, informou a ONG com sede na Noruega. Apesar do número divulgado, a organização ressalta que o total de vítimas pode ser ainda maior.
Apesar das ameaças de ataque, ainda não está claro o quão seriamente o Irã considera uma ofensiva militar, especialmente após o país ter visto suas defesas aéreas serem destruídas durante a guerra de 12 dias com Israel, em junho.
Qualquer decisão de entrar em guerra caberia ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos.
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