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O governo Donald Trump, dos Estados Unidos, pode voltar a elevar as tarifas contra o Brasil em breve. A gestão do republicano decidiu abrir uma nova investigação comercial por suposta prática de "trabalho forçado" em produção ou, sobretudo, na importação de bens e produtos de terceiros países produzidos sob tais condições. As informações são da colunista Mariana Sanches, do Uol.
O procedimento, chamado de seção 301, foi determinado pelo Representante Comercial da Casa Branca (USTR, na sigla em inglês) e pode resultar em medidas tarifárias contra o país. Outros 59 países são alvos, junto ao Brasil, da mesma investigação. Entre eles, Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia.
De acordo com a publicação, auxiliares do republicano têm deixado claro que as investigações buscam garantir a Trump a flexibilidade para tarifar diferentes países, com diferentes cifras, conforme suas conveniências econômicas e geopolíticas.
A medida ocorre depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, no final de fevereiro, que o instrumento anterior adotado pelo republicano para tarifar mais de uma centena de países, a IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais Internacionais), era ilegal e inválido. Segundo a Suprema Corte, Trump violou a lei federal ao impor unilateralmente tarifas emergenciais de importação nos últimos meses.
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