Mundo

Presidente da Coreia do Sul revoga lei marcial após rejeição do Parlamento

Governo da Coreia do Sul / Divulgação
Medida foi criticada pela oposição e gerou uma onda de protestos em todo o país  |   Bnews - Divulgação Governo da Coreia do Sul / Divulgação
Redação

por Redação

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/12/2024, às 19h49



O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, anunciou a revogação da lei marcial imposta por ele mesmo, após o Parlamento votar contra a medida. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (3), horas depois do líder sul-coreano decretar a substituição de leis civis por militares naquele território.

O Parlamento do país derrubou, em votação unânime, a decisão do presidente. Todos os 190 congressistas presentes, dos 300 membros da casa, foram favoráveis ao veto.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

A medida proíbe atividades políticas, incluindo às da Assembleia Nacional do país, além de impor censura aos meios de comunicação. A decisão foi criticada pela oposição e gerou uma onda de protestos em todo o país. 

Suk-yeol justificou a ação acusando a oposição de estar se aliando à Coreia do Norte numa tentativa de inviabilizar seu governo. "Declaro a lei marcial para proteger a livre República da Coreia da ameaça das forças comunistas norte-coreanas, para erradicar as desprezíveis forças antiestado norte -coreanas que estão saqueando a liberdade e a felicidade do nosso povo, e para proteger a ordem constitucional livre", declarou o presidente.

Após anunciar que estava revogando a medida, Yoon afirmou que ordenou que as forças militares recuassem e voltou a criticar deputados opositores.

"Peço, entretanto, que a Assembleia Nacional interrompa imediatamente o comportamento ultrajante que está paralisando o funcionamento do país por meio de impeachments, manipulações legislativas e orçamentárias."

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)