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Rússia e China condenam ataques dos EUA à Venezuela; Brasil deve se pronunciar

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O ditador Nicolás Maduro foi capturado em Caracas após operação realizada por forças especiais dos Estados Unidos  |   Bnews - Divulgação @realDonaldTrump
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 05/01/2026, às 19h33 - Atualizado às 19h41



Em reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, aliados do regime de Nicolás Maduro, Rússia e China condenaram o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Enquanto a administração Donald Trump trata Maduro como "fugitivo da Justiça" e diz que a operação de captura do ditador foi para "o cumprimento da lei", a Rússia diz que os EUA são "hipócritas e cínicos".

Vasily Nebenzya, embaixador russo na ONU, disse que a Casa Branca não escondeu o teor de sua "operação criminosa para tomar os recursos energéticos". "Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo", afirmou Nebenzya.

O representante chinês na ONU, Fu Cong, disse que a ação dos EUA contra a Venezuela caracteriza "bullying" e destacou que "nenhum país tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional". Cong disse que a ação de Trump pode trazer sérias consequências para a paz internacional e na América Latina.

O Brasil deve também se pronunciar e criticar a operação norte-americana contra a Venezuela. O embaixador do EUA, Mike Waltz, disse que a ação de captura de Maduro foi para cumprimento da lei.

Waltz disse que Maduro era "um fugitivo da Justiça norte-americana e diretamente responsável pelas mortes de milhares de norte-americanos". Ele completou: "Maduro não só era um narcotraficante, ele era um presidente ilegítimo e não era um líder de Estado. Por anos, eles manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder", afirmou Waltz.

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