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Russos usam faca para castrar soldado ucraniano em vídeo, afirmam autoridades ucranianas

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Vídeo viralizou nas redes sociais após ser compartilhado pelas autoridades ucranianas

Publicado em 30/07/2022, às 14h07    Getty Images    Folhapress

Circula nas redes sociais o vídeo de um soldado ucraniano sendo aparentemente mutilado por militares da Rússia. Nas imagens, a vítima está deitada, com as mãos amarradas nas costas, quando os agressores se aproximam e parecem cortar o órgão genital.


A gravação viralizou nas redes sociais após ser compartilhada por autoridades ucranianas. O vídeo não foi confirmado de forma independente pelos principais jornais e agências do mundo, mas fontes ucranianas dizem ter identificado o agressor.


Antes de mutilar o soldado ucraniano, os russos chutam a cabeça do homem. Uma das autoridades que compartilharam o vídeo foi a parlamentar ucraniana Inna Sovsun. O Twitter, porém, baniu a publicação.
"O Twitter baniu meu perfil hoje. Porque postei um vídeo onde um soldado russo castra um prisioneiro de guerra ucraniano. Twitter decidiu que era muito cruel. Mas é isso que acontece. E excluir o vídeo não vai mudar isso. As pessoas devem saber o que Rússia está fazendo", escreveu Inna.


O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak também manifestou indignação. "Todo o mundo precisa entender: a Rússia é um país de canibais que gostam de tortura e assassinato. Mas o nevoeiro da guerra não ajudará a evitar a punição dos carrascos. Identificamos todos. Vamos pegar todos".


Em entrevista ao jornal The Guardian, a diretora da Anistia Internacional para a Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers, afirmou que o vídeo "foi mais um aparente exemplo de completo desrespeito pela vida e dignidade humana na Ucrânia cometido pelas forças russas".


IDENTIFICAÇÃO DO AGRESSOR

Fontes ucranianas, incluindo a ONG Myrotvorets, conhecida por compartilhar listas de pessoas consideradas "inimigas da Ucrânia", diz que o russo que segura a faca nas imagens é um combatente de 39 anos de Kalmykia, uma região russa no Mar Cáspio.


Segundo as informações, acredita-se que o homem faz parte do grupo armado Luhansk Bryanka-SSSR, que defende o governo do presidente Vladimir Putin. A unidade tem reputação de ser violenta e brutal.

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