BNews Nordeste
Associações que representam vítimas de tragédias como a da Boate Kiss, o Ninho do Urubu e os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho — entre elas o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) — divulgaram uma nota de repúdio contra a ação criminal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Alexandre Sampaio, presidente da Associação dos Empreendedores Vítimas da Mineração em Maceió (AL). Ele é acusado de calúnia e difamação após criticar publicamente a atuação do MPF no caso do afundamento causado pela Braskem, em Alagoas.
A denúncia afirma que Sampaio teria ofendido a procuradora da República Niedja Kaspary e o defensor público federal Diego Bruno Alves Martins, mesmo sem citar nomes diretamente. As críticas foram feitas em entrevistas, como uma concedida à rádio Jovem Pan, onde o presidente da associação disse que Maceió é "síntese da corrupção e da omissão do poder público", incluindo uma acusação de "olhar cúmplice" do MPF e outras instituições em relação à Braskem.
As entidades denunciam o que consideram uma tentativa de silenciar vítimas e líderes comunitários. “É inadmissível que autoridades do poder público usem o Judiciário como arma de intimidação”, diz o texto, que defende o direito à crítica como essencial à democracia e afirma que há um padrão de criminalização de familiares de vítimas que cobram justiça.
À colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Alexandre Sampaio nega qualquer ilegalidade em suas falas e afirma que exerceu seu direito à liberdade de expressão. Ele argumenta que não atribuiu atos ilícitos a pessoas específicas, apenas criticou a postura institucional diante da tragédia. O processo segue em tramitação.
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