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Médico é preso após morte de paciente que fez 'harmonização de bumbum'; suspeito estava foragido há dois meses

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Investigação revela que a paciente sofreu complicações graves após o procedimento, resultando em sua morte por embolia pulmonar  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 10/06/2026, às 07h38



Foragido há mais de dois meses, o médico Marcelo Alves Vasconcelos, réu pela morte de uma paciente após um procedimento de "harmonização de bumbum", foi preso no último sábado (6), na cidade de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza. 

A vítima, Adriana Barros Lima Laurentino, que tinha 46 anos, morreu em janeiro de 2025, poucas horas após fazer o procedimento com Marcelo. O médico teria usado polimetilmetacrilato (PMMA), substância que teve uso proibido para fins estéticos e reparadores pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

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As investigações apontam que a mulher foi encontrada sem vida no banheiro de casa, após relatar dores intensas logo depois de ser liberada da clínica Bodyplastia, onde fez o procedimento. A causa da morte foi determinada como embolia pulmonar.

Conforme o inquérito, Adriana sofreu choque séptico (infecção generalizada) decorrente de uma infecção urinária anterior, que teria sido agravada após o procedimento.

À época, Marcelo Alves não tinha inscrição no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e exercia a atividade de forma ilegal no estado. Ele também tinha ciência dos riscos associados ao produto utilizado e "assumiu o risco do resultado que poderia ocorrer".

Ainda de acordo com o inquérito, o médico "não realizou um exame prévio detido na paciente" e só a atendeu no dia do procedimento, quando recebeu R$ 21 mil.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou a prisão preventiva de Marcelo no dia 27 de março deste ano. Após ser preso, foi encaminhado para a Delegacia de Aquiraz, onde passou por audiência de custódia e teve a prisão homologada.

Em nota, o advogado Niefson Bruno Oliveira Santos, que defende o médico, disse que "Marcelo sempre esteve, e continua estando, à disposição da Justiça por meio de sua defesa técnica".

Afirmou, também, que a defesa "seguirá atuando apenas pelos caminhos previstos em lei, com a apresentação das medidas cabíveis no momento certo" e que "o compromisso do Dr. Marcelo continua sendo o mesmo: responder ao processo com seriedade, responsabilidade e confiança na Justiça".

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