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O que se sabe sobre o caso da criança com suposta arma em ato político após o segundo turno das eleições

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Pai afirmou que objeto era de brinquedo e, após reclamação da mãe, respondeu que compraria uma boneca para o filho na próxima vez  |   Bnews - Divulgação Reprodução / X
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 09/10/2026, às 07h48 - Atualizado às 07h54



Uma criança, de 9 anos, que apareceu segurando uma suposta arma de fogo sobre o teto de um carro durante uma comemoração de eleitores do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), em Parnamirim, na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte, passou a ser acompanhada pelo Conselho Tutelar após a repercussão do vídeo nas redes sociais.

A mãe do menino acionou a Justiça para regularizar a guarda e proibiu temporariamente que o pai saísse com a criança. O caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do estado.

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O episódio ocorreu na noite de domingo (4), após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Ainda não há confirmação oficial de que o objeto exibido nas imagens seja uma arma de fogo real.

Como o caso aconteceu?

O menino aparece em um vídeo sobre o teto de um veículo, segurando um objeto semelhante a um fuzil, enquanto adultos participam da comemoração política no bairro de Cohabinal, em Parnamirim.

As imagens circularam nas redes sociais e provocaram repercussão. A gravação foi associada a uma manifestação de eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) após o resultado do primeiro turno.

A Polícia Civil ainda não confirmou se o objeto era uma arma verdadeira ou de brinquedo. Segundo informações divulgadas anteriormente pelo BNews, também não havia confirmação sobre quem teria entregado o objeto à criança.

O que a mãe fez após a repercussão?

Segundo reportagem de Carlos Madeiro, do Uol, a mãe afirmou ao Conselho Tutelar que não sabia que o filho havia acompanhado o pai ao ato político.

De acordo com a conselheira tutelar Amanda Melo, a mulher soube do episódio por meio de amigos, que enviaram o vídeo. Depois de entrar em contato com o pai, ela decidiu buscar a regularização judicial da guarda do menino.

Os pais estão separados há cerca de oito anos e mantinham um acordo informal de convivência. A mãe ficava com a criança durante a semana, enquanto o pai permanecia com o filho nos fins de semana. A guarda ainda não havia sido formalizada judicialmente.

Após o episódio, a mulher proibiu temporariamente que o pai saísse com a criança até que a Justiça se manifeste sobre a guarda e a investigação seja concluída.

O objeto era uma arma de brinquedo?

Segundo Amanda Melo relatou ao Uol, o pai informou à mãe que o objeto segurado pelo menino era uma arma de brinquedo.

A conselheira afirmou que a mãe mostrou uma captura de tela de uma conversa em que o pai teria enviado uma foto do objeto. Na conversa, a mulher reclamou da situação por ser contrária a esse tipo de exposição.

Ainda conforme o relato publicado pelo colunista, o pai respondeu que, da próxima vez, “iria comprar uma boneca” para o filho no lugar.

A natureza do objeto, porém, não foi confirmada oficialmente. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio.

Como a criança está?

De acordo com o relato da mãe ao Conselho Tutelar, o menino ficou abalado com a repercussão do vídeo e chorou após a exposição nas redes sociais.

Amanda Melo informou também que a criança está recebendo acompanhamento psicológico. Segundo a conselheira, o menino também voltou a ter contato com amigos e retornou à escola.

Amanda afirmou que a atuação do Conselho Tutelar está concentrada na segurança da criança, independentemente de posicionamentos políticos. A conselheira, que se identifica politicamente com a direita, classificou a atitude do pai como um excesso.

O que dizem a Polícia Civil e o Ministério Público?

A Polícia Civil confirmou que investiga o caso e informou que os responsáveis pela criança já foram identificados. Segundo a corporação, foram iniciadas diligências, incluindo depoimentos e outras medidas para esclarecer os fatos. Além disso, informou que não poderia fornecer mais detalhes porque a investigação tramita sob segredo de Justiça.

O Conselho Tutelar acionou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e comunicou o Ministério Público. O caso também é acompanhado pela Promotoria de Justiça da área da Infância e Juventude de Parnamirim, que abriu procedimento para apurar possíveis responsabilidades criminais.

Na quarta-feira (7), o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos, também cobrou a apuração do episódio e a eventual responsabilização dos adultos envolvidos.

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