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Paraíso brasileiro vira “mar de tubarões” e muda rotina de banhistas; entenda o fenômeno

Buday Santos/Reprodução
Guarda-vidas registram tubarões adultos em áreas rasas, alterando a dinâmica do mar  |   Bnews - Divulgação Buday Santos/Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 10/04/2026, às 06h49 - Atualizado às 06h54



Localizado no litoral de Pernambuco, no Nordeste do país, o arquipélago de Fernando de Noronha tem registrado um aumento na presença de tubarões próximos às praias, um cenário que já impacta a rotina de surfistas e turistas.

Quem acompanha de perto essa movimentação é o guarda-vidas Buday Santos, que tem feito registros diários ao amanhecer. As imagens mostram tubarões adultos circulando em áreas rasas, principalmente na Praia da Cacimba do Padre.

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“Tem aparecido tubarão mais robusto, possivelmente fêmea grávida. Só na quarta-feira (8), contei 18 barbatanas na Cacimba”, relatou ao g1.

Presença constante já altera rotina no mar
Além da Cacimba do Padre, os animais também têm sido vistos em outras praias, como a Praia da Quixabinha e a Praia do Bode.

Surfista experiente, Buday afirma que o volume de tubarões mudou completamente a dinâmica no mar. “Costumo surfar cedo, mas agora está inviável. O risco aumentou e muita gente tem evitado entrar na água”, disse. Parte dos praticantes tem migrado para áreas como a Praia do Boldró.

Fenômeno tem explicação natural, dizem pesquisadores
Segundo especialistas da Universidade Federal Rural de Pernambuco, o aumento da presença de tubarões está ligado à oferta de alimento.

Nesta época do ano, cardumes de sardinhas se aproximam da costa, especialmente após a formação de swell, que intensifica as ondas e altera a dinâmica marinha. Com mais presas disponíveis, os tubarões avançam para áreas mais próximas da faixa de areia.

Orientação é evitar o mar em momentos de maior risco
Atuando no Parque Nacional Marinho, o guarda-vidas reforça que a recomendação é de cautela, principalmente quando há sinais claros da presença de peixes e predadores. “Quando vejo muita sardinha e tubarão, oriento a não entrar. É uma medida de segurança básica”, afirmou.

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