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Saiba como é feita a seleção de cães que atuam no COE da Polícia Civil na Bahia

[Saiba como é feita a seleção de cães que atuam no COE da Polícia Civil na Bahia]
18 de Maio de 2021 às 13:00 Por: BNews Por: Redação BNews

Dom. Este é o primeiro requisito que um cão precisa ter para passar no teste da polícia. Depois, demonstrar concentração e agilidade para encontrar os artefatos que simulam explosivos e drogas, por exemplo. Aos seis meses de vida, os cachorros já são selecionados pelo Comando e Operações Especiais (COE), da Polícia Civil, e, possivelmente, ocupar o futuro cargo.

Foi na inauguração do trecho duplicado da BR-101, no mês de abril, na cidade de Feira de Santana, a 100 km de Salvador, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, que Alpha, uma cocker spaniel de nove meses, realizou seu primeiro estágio em campo: simulou no ambiente real uma busca por explosivos.

O trabalho oficial já havia sido feito por Clara, da raça pastor belga malinois, de um ano e meio, profissional em fazer varredura em locais de grandes eventos, como este da visita presidencial. As duas cadelas integram o quadro do COE, que conta com um total de 13 cães policiais (incluindo as duas). 

“Aos seis meses começamos a treinar o cachorro. É neste momento que vemos se ele tem o dom ou não. Alpha, mesmo sendo muito agitada, encontra o artefato com precisão e consegue distinguir bem os cheiros. O cachorro atinge a maturidade com 24 meses, neste momento ele vai estar completamente pronto”, explica o coordenador do Canil do COE, Luís Bastos.

O prazo varia também de acordo com a personalidade do cachorro. Alguns, mesmo tendo o dom, precisam de mais maturidade para atuar diante das adversidades da atividade em campo. O aprendizado começa no treinamento.

Rotina de trabalho
Para trabalhar na polícia é preciso disciplina e treinamento. A carga horária é de segunda à sexta-feira. O treino dura em média 15 minutos, principalmente para os iniciantes. Os animais mais experientes podem fazer atividades mais específicas e que demandam um tempo maior de aula. Só que nenhuma pode cansar ou estressar o animal, senão o aprendizado fica prejudicado.

O treinamento dos cães de detecção é feito com um produto sintético que simula os odores, seja dos diversos tipos de droga ou de explosivos. O Nose MP, como é chamado, reúne micropartículas de odor real. Segundo Bastos, um profissional químico, que também é policial federal e atua com cães, desenvolveu a substância, que não causa prejuízos aos animais. 

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“Os cães possuem 250 milhões de receptores olfativos. O Nose é como se fosse um sopão que contém o cheiro de todas as drogas e todos os explosivos. O cão consegue distinguir separadamente o que é cada substância. Isso facilita muito o trabalho”, explica Bastos.

O Nose, que é em forma de bolinhas pequenas, fica dentro de um saleiro de vidro, que é colocado numa capsula de metal (o simulador da bomba ou da droga). O desafio do cachorro é através do cheiro identificar onde o explosivo ou a droga está escondido no ambiente. 

O treinamento inicial é no painel de odores. Através dos canos o animal deve farejar onde está o artefato. Ao encontrar ele fica parado. Esta posição é confirmada pelo tutor através de um controle que emite um som de click e então o cachorro recebe a recompensa, que pode ser petiscos ou brinquedos.

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Patrulha Canina
O Canil do COE conta com 13 cachorros: oito para detecção de drogas, três para detecção de explosivos e dois para busca de pessoas. No quadro da polícia, os animais são uma ferramenta a mais para o trabalho das equipes. O resultado desta parceria canina tem sido bastante positivo.
Os cães de detecção de explosivos atuam mais em grandes eventos com Olimpíadas, Copas do Mundo e visitas presidenciais. Os de busca de pessoas, quando tem algum desaparecido. Já os animais de detecção de drogas acompanham as operações especiais.

“Hoje os cães de detecção de drogas são os que mais trabalham aqui. Esta é a nossa maior demanda. O trabalho deles é essencial para o sucesso das operações. Recentemente, fizemos uma apreensão de drogas nos Correios. O número de encomendas para fiscalizar era muito grande, umas 400, e a presença dos cães foi essencial para identificarmos todos os pacotes com drogas”, finaliza Bastos.

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