Polícia

Porto Alegre: mulher é mantida em cárcere privado pelo próprio filho

O sequestro, que terminou com trocas de tiros, durou oito horas

Publicado em 14/11/2014, às 12h38        Amanda Sant'ana

Por volta da meia-noite de ontem (13), um filho sequestrou e manteve a mãe refém, cerca de oito horas em cárcere privado. A idosa de 78 anos ficou trancada em um quarto, no bairro Teresópolis, na zona sul do Porto Alegre.
De acordo com a polícia, Breno Galli, de 54 anos, se isolou com a mãe em um quarto da casa, logo após uma discussão com a irmã. Após apelos por negociação, por parte da polícia, o sequestrador que montou barricadas em casa, respondeu aos apelos com tiros.
Durante a ação, Breno acabou ferido pela Brigada Militar (BM), e segundo o coronel João Diniz Godoy, chefe do policiamento da capital, o homem disparou pelo menos 33 vezes contra os policiais, se entregando após ser atingido no braço. 
Tanto Breno - que deverá responder por tentativa de homicídio contra os policiais- quanto a mãe, que ainda não teve a identidade revelada, receberam atendimento do Serviço Móvel de Urgência (Samu) por volta das 7h30 e encaminhados para o hospital da cidade. Informações preliminares da BM indicam que o homem deixou de tomar medicamentos para esquizofrenia e teve um surto. 
Segundo a comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre, Cristine Rasbold, o sequestrador em nenhum momento exigiu qualquer coisa para liberar a mãe: "Ele não solicitou nada, simplesmente revidou contra todas as tentativas de contato. Só cedeu depois de ser atingido e revelar medo de morrer", contou a policial. 
Além da Brigada Militar, o Batalhão de Operações Especiais (BOE) e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram chamados para tentar uma negociação com o homem. Uma psicóloga também foi acionada para demover Breno do sequestro, mas sem sucesso.

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