Polícia

Suspeitos se passaram por policiais para sequestrar filho de empresário em Jauá e receberam R$ 100 mil para liberar vítima

Vagner Souza/BNews e Divulgação/SSP-BA

Suspeitos receberam a quantia de R$ 100 mil para liberar a vítima

Publicado em 15/09/2021, às 13h29    Vagner Souza/BNews e Divulgação/SSP-BA    Redação BNews

Os três homens presos suspeitos de envolvimento no sequestro do filho de um empresário em Jauá, litoral de Camaçari, em junho deste ano, receberam a quantia de R$ 100 mil para liberar a vítima. As prisões ocorreram durante a 'Operação Gangalha' deflagrada na manhã desta quarta-feira (15). Dois foram presos nos bairros do Cabula e Plataforma, em Salvador, e outro em Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros da capital baiana. 

De acordo com o delegado Adailton Adan, da Coordenação de Repressão a Extorsão Mediante Sequestro, quatro homens em um veículo chegaram até a casa da vítima e se passaram por policiais. Na ocasião, os criminosos disseram a vítima que ela estava sendo investigada pela polícia.  

“Precisamos alcançar ainda toda a parte operacional que são esses indivíduos que chegaram e se apresentaram como polícia. Eles estavam portando arma de fogo e distintivos e ainda não localizamos. Precisamos adiantar as investigações para poder localizar e prender esses outros indivíduos”, afirma.

Os três também são investigados por praticarem uma série de sequestros em Salvador e região metropolitana. Outros dois mandados de prisão devem ser cumpridos ainda nesta quarta na capital baiana. 

"É uma quadrilha que atuou de forma bastante eficiente no sentido de localizar seu alvo, escolhê-la, arrebatá-la e começar uma negociação com o pai dessa vítima buscando receber para liberar. Foi pago R$ 100 mil. R$ 60 foram pagos em transações via Pix e R$ 40 mil em dinheiro vivo que foi pago pelo pai da vítima”, explicou o responsável pela investigação que disse ainda que após o recebimento do valor do resgate, os sequestradores abandonaram o rapaz no bairro de Mussurunga. 

Ainda conforme o delegado, os três presos possuem passagens pela polícia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Além de Salvador, a 'Operação Cangalha', que consiste em uma série de ações de enfrentamento a organizações criminosas, ocorre em outras cidades da região Nordeste do Brasil, através da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça (SEOPI/MJ).

Há cerca de um mês atrás um policial militar foi preso pela prática de extorsão mediante sequestro na região do subúrbio da capital baiana.

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