Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 13/02/2026, às 14h17 - Atualizado às 14h57
A academia C4 Gym, onde Juliana Faustino Basseto morreu após participar de uma aula de natação na Zona Leste de São Paulo, utilizou em apenas um dia a quantidade de cloro recomendada para ser aplicada ao longo de uma semana em piscinas do mesmo porte.
A informação foi confirmada pelo delegado Alexandre Bento, responsável pela investigação do caso. Segundo ele, a dosagem aplicada estaria acima do indicado para o período. Juliana morreu no último sábado (7), conforme informou o g1.
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Além dela, outras seis pessoas passaram mal após a aula. Três chegaram a ser internadas, entre elas o marido da vítima.
A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que as vítimas tenham sido intoxicadas por cloro. O laudo pericial que deve apontar oficialmente a causa da morte ainda não foi concluído. A academia foi interditada pela Prefeitura de São Paulo.
A polícia também apura se a manipulação inadequada do produto, feita por Severino José da Silva, manobrista sem qualificação técnica, pode ter provocado a liberação de gases tóxicos. Imagens de câmeras de segurança registraram uma fumaça branca saindo de um balde com a mistura utilizada na piscina pouco antes do início da aula. Até o momento, o manobrista não foi responsabilizado.
Indiciamentos
A delegacia indiciou os três sócios da C4 Gym — Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar Bertolo Cruz e Celso Bertolo Cruz — por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. A prisão temporária dos investigados foi solicitada.
Segundo o delegado, houve tentativa de interferência na apuração. De acordo com a investigação, os sócios teriam atrasado o depoimento do manobrista ao encaminhar outro funcionário em seu lugar e também tentaram omitir a existência de um segundo manobrista na academia.
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