Polícia

Agressão na Pituba: Vítima revela detalhes do crime, relação com PM e situação atual

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PM é acusado de cometer a tentativa de homicídio em um bar  |   Bnews - Divulgação Reprodução/vídeo
Sanny Santana

por Sanny Santana

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Publicado em 18/06/2024, às 15h13



Doze dias após ser espancado por um policial militar em um bar do Parque Júlio Cesar, no bairro da Pituba, em Salvador, a vítima, que não teve a identidade revelada, falou sobre o ocorrido. Ele explicou, em vídeo enviado ao BNews, o que aconteceu antes e depois da agressão, o nível de proximidade com o PM e como está sua situação atual.

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O rapaz logo revelou que não se lembra bem do ocorrido, especialmente por causa dos traumas que sofreu na cabeça. Ele, contudo, soube dos detalhes da briga graças a testemunhas, que revelaram que a violência começou após uma discussão sobre fotos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas mortos.

"O agressor começou a mostrar fotos e imagens de pessoas famosas, inclusive Mamonas Assassinas. Eu cheguei para o rapaz e falei 'pare com isso, apague, isso é feio'. E aí, ele não gostou. Começou a discussão e gerou aquele problema todo das agressões e da tortura", contou.

Dia seguinte

O dia seguinte - e o resto da semana - foi doloroso para a vítima. Foi pela manhã que ele percebeu que seu rosto apresentava marcas roxas, arranhões, hematomas na cabeça e uma grande dor na costela, que acabou por descobrir estar fraturada. "Tive que dormir à base de remédio porque não estava conseguindo dormir direito de tanta dor", relatou.

Proximidade com agressor e denúncia 

De acordo com a vítima, os dois não tinham qualquer contato e ele nem mesmo sabia que o agressor era policial. O homem, sem se lembrar do que tinha acontecido, não registrou boletim de ocorrência.

"A princípio, eu não lembrava de nada. Para mim, tinha acontecido alguma confusão e morreu aí, mas com o passar o tempo começou a chegar vídeos para mim, mandaram eu olhar, mandaram o pessoal divulgar nas redes sociais, televisão, e eu pensei que ia morrer ali", explicou a vítima, que reforçou ter acreditado que a filmagem não resultaria em qualquer resolução ao problema. 

"Até então eu estava com medo, por se tratar de policial, a gente fica com medo de acontecer alguma coisa com a gente. É um cara armado. Tudo isso fez com que eu ficasse com medo de fazer o boletim [de ocorrência] na ocasião, e tambem temi acontecer alguma coisa comigo", alegou.

Situação atual

Com a costela fraturada, o jovem ainda espera pelo resultado de outros exames para conferir como está seu estado de saúde. Fisicamente, ele alega estar melhor, apesar da insistente dor na costela. Psicologicamente, no entanto, permanece ferido.

"[Estou] com muito medo ainda. Difícil sair de casa, quando saio é de carro, táxi, Uber, não consigo andar sozinho a pé, tenho esse medo ainda dentro de mim, mas, graças a Deus, o pior já passou e agora só esperar a Justiça ser feita", finalizou.

Classificação Indicativa: Livre

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