Polícia

Aluna revela que academia a obrigou cobrir corpo por conta de homens casados; entenda o caso

Reprodução/Redes Sociais
A aluna revelou ter ficado constrangida por funcionária após ter sido obrigada a cobrir corpo enquanto estava treinando na academia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 24/03/2026, às 18h45



A engenheira Poliana Frigi relatou na última segunda-feira (23), que foi constrangida enquanto treinava em uma academia localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo (SP), após ter sido obrigada a cobrir o corpo.

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Na versão de Frigi, uma funcionária do estabelecimento teria a abordado, obrigando-a a colocar uma blusa para cobrir o top que estava usando. A funcionária teria dito que a medida era para uma suposta segurança da aluna, além de dizer que havia homens casados na academia. De acordo com a CNN Brasil, Poliana foi questionada se a roupa seria um sutiã.

A mulher teria explicado para a funcionária que a roupa era uma vestimenta apropriada para treino. Ela revelou ter ficado em choque ao receber o pedido.

Eu falei assim: ‘Não, moça, isso aqui é um top’. Daí ela: ‘Ah, é? Você não teria uma camiseta para colocar, alguma coisa para cobrir? Porque tem homens casados aqui e não fica legal para você, né? Principalmente pela sua própria segurança’. ‘Eu o quê? Pela minha segurança? Como assim?’. Na hora eu fiquei em choque”.

Em seguida, a engenheira contou que foi com o namorado questionar a conduta da funcionária e solicitou falar com o responsável pelo local. Então, a mulher recebeu a notícia que a ordem sobre a vestimenta tinha sido autorizada pelo próprio gerente da academia.

Poliana aponta que ela não recebeu nenhum pedido de desculpas, muito menos um contato da academia. Em seu depoimento no próprio perfil do Instagram, que já conta com mais de 40 mil visualizações, Poliana alega que a academia só falou com ela após toda a repercussão do caso.

Versão da academia

Em nota divulgada nesta terça-feira (24), a John Boy Academia afirmou que sabe das manifestações e que o caso está sendo tratado com toda a seriedade. A rede apontou que a organização visa proporcionar um local seguro e respeitador para os alunos, além de reconhecer o erro e confirmar que iniciou uma apuração interna para esclarecer o episódio.

Juliana contestou o comunicado, afirmou não ter sido procurada pela academia e que tentou resolver o ocorrido de forma respeitosa, mas não teve retorno.

É revoltante ver uma versão sendo exposta publicamente que não condiz com a realidade, enquanto o desrespeito vivido por mim é minimizado”.

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