Polícia

Auditor-fiscal e empresários são presos em operação que apura fraudes e lavagem de dinheiro; grupo movimentou R$ 27 milhões

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Grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para movimentar mais de R$ 27 milhões  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Receita Federal
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 25/08/2026, às 07h29 - Atualizado às 07h37



Um auditor-fiscal da Receita Federal aposentado e dois empresários foram presos na manhã desta terça-feira (25) por suspeita de integrarem uma organização criminosa envolvida com corrupção e outros crimes relacionados. Os cercos ocorrem em Salvador, além dos municípios de Fortaleza,  Caucaia e Eusébio, no Ceará.

Conforme divulgado pela Receita, o grupo, preso preventivamente, atua em um esquema de corrupção, facilitação de importações fraudulentas, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. Além das prisões, também foram autorizadas buscas e apreensões, bloqueio de bens, sequestro de imóveis, restrições patrimoniais e quebra de sigilo bancário.

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Ainda de acordo com o órgão, as medidas são resultado da Operação Snooker 2, desdobramento de uma investigação conduzida conjuntamente pela Corregedoria da Receita Federal (RFB), pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que atuaram de forma integrada na produção de provas e no aprofundamento das apurações.

O que as investigações revelaram

As diligências, segundo a Receita Federal, apontaram que empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como 'laranjas', teriam sido utilizadas para receber, movimentar e ocultar recursos provenientes dos supostos crimes. "Também foram identificadas operações financeiras complexas envolvendo criptomoedas e movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada por algumas das empresas investigadas".

Também foram identificadas movimentações superiores a R$ 27 milhões entre empresas ligadas ao esquema, além da aquisição de aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, sem compatibilidade com as receitas formalmente declaradas. “Os investigadores também apontaram indícios de ocultação patrimonial e tentativas de dificultar o rastreamento de valores”, revelou a Receita.

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