Política

Governo Lula monitora impactos políticos da crise no Grupo Casas Bahia e na Braskem

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Aliados de Lula monitoram os efeitos políticos da recuperação judicial de grandes empresas como Casas Bahia e Braskem  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Braskem
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 25/08/2026, às 07h58 - Atualizado às 07h59



Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanham os possíveis impactos políticos em relação aos pedidos de recuperação judicial solicitados por grandes empresas, como Casas Bahia e Braskem.

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A avaliação interna do governo, apurada pelo portal Metrópoles, indica que a situação das Casas Bahia é motivo de maior preocupação por causa do forte apelo popular, elevado volume de empregos gerados e à presença na rotina dos consumidores brasileiros.

No cenário da Braskem, o impacto atinge diretamente os interesses federais por causa da participação estatal da Petrobras, que possui 47% do capital votante da petroquímica. O Conselho de Administração da empresa é presidido por Magda Chambriard, gestora que comanda a estatal.

A principal preocupação da base governista é a possibilidade de a oposição utilizar as dificuldades financeiras das empresas para criticar a condução econômica do país. O receio é que os opositores vinculem os processos de crise ao patamar das taxas de juros, e alimentar a narrativa de insustentabilidade das empresas durante a atual gestão.

No âmbito jurídico e financeiro, a Braskem optou pela recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 56 bilhões em débitos diretamente com credores antes da homologação judicial. O Grupo Casas Bahia recorreu à Justiça de São Paulo com pedido urgente de recuperação judicial por causa de dívidas de R$ 17,3 bilhões, medida adotada após falta de caixa e o registro de prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões.

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