Polícia

Autor de golpe financeiro contra Chay Suede é preso novamente pela polícia

Divulgação/ Ascom PCBA/ Reprodução/ TV Globo
Homem foi preso no âmbito da Operação Deep Fraud onde 136 documentos foram apreendidos  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Ascom PCBA/ Reprodução/ TV Globo

Publicado em 18/06/2025, às 15h08   Bernardo Rego e Vagner Ferreira



A Operação Deep Fraud, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (18), apreendeu diversos materiais fraudulentos e efetuou a prisão de um homem, cuja identidade não foi revelada, por suspeita de integrar uma associação criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas contra instituições financeiras.

Durante o cumprimento dos mandados no povoado de Barra do Jacuípe, em Camaçari, e nos bairros de Matatu e Coutos, em Salvador, foram apreendidas 136 cédulas de identidade falsas, 11 máquinas de cartão, 20 cartões de crédito de terceiros, nove celulares, 110 chips, além de uma impressora e um notebook.

Em conversa com o BNews, o delegado titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Bruno Pereira, contou detlahes da operação e disse que o homem preso foi o mesmo que aplicou um golpe financeiro contra o ator Chay Suede.

Segundo Pereira,o grupo criminoso tinha por habilidade falsificar documentos para fazer prova de vida e aplicar golpes em instituições financeiras. Ainda de acordo com o delegado, não é possível quantificar a montante de prejuízo causado aos bancos, mas incialmente o valor gira em torno de R$ 10.600. O delegado pontuou ainda que há outras pessoas sendo investigadas por suspeita de participação no crime.

Sobre o modus operandi do crime, o delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, contou que o grupo criminoso modelava os rostos das pessoas para cometer os golpes virtuais. Ele esclareceu ainda que a DRCC é uma unidade especializada que possui maior capilaridade para investigar crimes dessa natureza.

As investigações apontam que o grupo utilizava a tecnologia de deepfake, baseada em inteligência artificial para manipulação de imagens e vídeos, como forma de burlar os mecanismos de segurança dos bancos. Com identidades forjadas e manipulações visuais, os criminosos conseguiam abrir contas bancárias em nome de terceiros, acessar créditos pré-aprovados e causar prejuízos expressivos às instituições.

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