Polícia

Cancela o churrasco! Diretora de presídio é flagrada com carnes desviadas de unidade prisional e acaba exonerada

Graça Maria é Exonerada Após Prisão por Desvio de Mantimentos - Reprodução/G1
Após a prisão, a diretora foi exonerada e agora enfrenta um Processo Administrativo Disciplinar pela Secretaria de Polícia Penal.  |   Bnews - Divulgação Graça Maria é Exonerada Após Prisão por Desvio de Mantimentos - Reprodução/G1
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 22/10/2026, às 09h21



Foi presa em flagrante a diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, Graça Maria Silva de Souza. Ela também foi exonerada do cargo após ser suspeita de desviar alimentos destinados às presas da unidade prisional, localizada em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso foi registrado na quarta-feira (21), após uma denúncia levar agentes da Secretaria de Estado de Polícia Penal a fiscalizar o porta-malas do carro da servidora.

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Segundo informações divulgadas pelo G1, as equipes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário e da Corregedoria encontraram diversos mantimentos no carro, o veículo estava estacionado nas proximidades do presídio. Entre os produtos apreendidos estavam carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados.

Diretora apresentou justificativa

Ao ser questionada sobre a origem dos alimentos e a falta de notas, Graça afirmou que os produtos seriam provenientes de uma arrecadação realizada no presídio. Ela ainda afirmou que os mantimentos não seriam mais utilizados pelos internos e seriam doados a um centro espírita.

As autoridades irão analisar a justificativa no decorrer das apurações, que buscam esclarecer a procedência dos produtos e verificar se houve desvio de patrimônio público.

Caso será investigado

A diretora foi encaminhada à 21ª Delegacia de Polícia, em Bonsucesso, onde o flagrante foi registrado. Ela ainda responderá a um Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela Secretaria de Estado de Polícia Penal.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Penal afirmou que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por servidores. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da apreensão e eventual responsabilidade criminal da servidora.

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