Polícia
por Analu Teixeira
Publicado em 03/02/2026, às 21h51
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e afirmou que o adolescente apontado como autor do ataque se contradisse e mentiu durante o depoimento.
Com base no conjunto de provas reunidas ao longo de quase um mês, a corporação pediu à Justiça a internação do jovem, medida equivalente à prisão no sistema adulto, em razão da gravidade do caso.
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O crime ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, na Praia Brava, no Norte da Ilha. De acordo com laudos da Polícia Científica, Orelha sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa. O animal foi resgatado por moradores no dia seguinte, mas morreu em uma clínica veterinária.
A investigação apontou contradições na versão apresentada pelo adolescente, que afirmou ter permanecido dentro de um condomínio no momento do ataque. No entanto, imagens de câmeras de segurança, testemunhos e provas materiais confirmaram que ele deixou o local por volta das 5h25 da manhã e retornou cerca de meia hora depois.
Segundo a Polícia Civil, o adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que os suspeitos foram identificados e foi interceptado ao retornar ao país, no dia 29 de janeiro. Durante a abordagem, um familiar tentou esconder peças de roupa utilizadas no dia do crime, consideradas fundamentais para a elucidação do caso.
Ao todo, a polícia analisou mais de mil horas de imagens, ouviu 24 testemunhas, investigou oito adolescentes e utilizou inclusive software de rastreamento de localização para confirmar a autoria.
No caso do cachorro Caramelo, quatro adolescentes foram responsabilizados por maus-tratos. Já no episódio envolvendo Orelha, três adultos, dois pais e um tio, foram indiciados por coação a testemunha.
O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA) e foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que vão decidir sobre o pedido de internação.
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