Polícia
por Lucas Pacheco
Publicado em 01/02/2026, às 19h49 - Atualizado às 19h50
Uma reviravolta sacudiu o caso do cachorro Orelha, brutalmente agredido e morto na Praia Brava, em Florianópolis, capital de Santa Catarina. Um dos jovens, de 15 anos, associado ao caso foi considerado "inocente" pela polícia e teve as investigações contra si encerradas pelas autoridades.
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Segundo o pai do adolescente, que preferiu não se identificar, em entrevista ao portal Leo Dias, o menor não estava na cidade quando o crime ocorrereu. O nome do jovem foi inicialmente citado devido a uma suposta participação em uma confusão que terminou em “quebra-quebra” em um quiosque, no dia 10 de janeiro.
“O Pedro foi citado como se tivesse participado de um quebra-quebra no dia 10 de janeiro. Mas nesse dia nós não estávamos na Praia Brava. Nós saímos de lá dia 5 de janeiro, às 10 horas da manhã, e não retornamos mais”, afirmou o pai.
Segundo o familiar, nenhuma das imagens em posse da polícia mostram Pedro no local durante a agressão.
“Nenhum deles é o Pedro. São outros cinco adolescentes. Não tem um vídeo, não tem nada que vincule o Pedro a qualquer ato que tenha acontecido naquele dia”, disse.
Com a comprovação de que o adolescente não estava no local, ele passou de investigado a testemunha.
“É testemunha porque ele não é suspeito, então ele só contribuiu para o processo. Não quer dizer que presenciou, não é testemunha ocular. Ele foi retirado da investigação justamente porque não tinha nada que indicasse qualquer participação dele”, detalhou o pai.
De acordo com a família, assim que eles tomaram conhecimento dos boatos por um perfil falso, foram voluntariamente à delegacia , no dia 20 de janeiro, para esclarecer os fatos.
“A gente sempre buscou ativamente o esclarecimento. A gente não esperou a polícia vir”, afirmou.
Outra questão que o pai do jovem esclareceu ao portal Léo Dias foi de que embora dois dos envolvidos estudem no mesmo colégio que Pedro, eles não eram amigos e não tinham proximidade.
“Ele não andava com nenhum dos outros citados ali. Não estudam na mesma sala. Não existe esse vínculo dele ter participado de qualquer coisa com esses outros adolescentes”, garantiu.
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