Salvador
Publicado em 01/02/2026, às 09h03 *com informações do repórter José Gabriel
Um ato em defesa do cão Orelha, que foi torturada por adolescentes na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, ocorreu na manhã deste domingo (1º) no Farol da Barra, em Salvador. O caso, que ganhou repercussão nacional, motivou a mobilização de moradores, protetores de animais e organizações de defesa dos direitos dos bichos.
Juliana Grimaldi, fisioterapeuta e uma das organizadoras do protesto, destacou a intenção do ato. “Nossa ideia sempre foi justiça, né? Que a gente entenda como sociedade que não é normal a crueldade, que a gente não pode normalizar e banalizar atos como esse. E havendo a punição, as pessoas vão repensar, vão analisar antes de cometer qualquer ato porque vão pensar: ‘eu vou ser punido por isso’”, afirmou em entrevista à reportagem do BNews, que acompanha o protesto na capital baiana.

Juliana reforçou ainda a importância da mobilização popular e da criação de estruturas de proteção aos animais.
“Eu acredito muito na movimentação popular. Eu espero de fato que a justiça seja feita, que as pessoas que cometeram esse crime reparem os atos, sejam responsabilizadas pelo que fizeram. Espero que aqui em Salvador a gente consiga uma delegacia preparada para os maus-tratos de animais. Isso é muito importante. Os animais são vidas e precisam ser respeitados e cuidados”.
A veterinária e professora universitária Natalia Ruf também participou do ato e comentou sobre o caso de Orelha. “Quando a gente pensa nos maus-tratos contra os animais, não estamos diante apenas de um caso isolado. Estamos diante de uma sociedade que precisa repensar a educação dos adolescentes e das crianças, e os valores que estamos transmitindo”, disse à reportagem do BNews.

Ela ressaltou a importância de dar voz aos animais.
“Todo mundo aqui está pedindo justiça não só pelo Orelha, mas por todos os animais que sofreram ou sofrerão. Cada vida importa, são seres que sentem dor e medo. Estamos aqui dando voz a eles, em frente ao Farol da Barra”.
O protesto contou com a participação de moradores, ativistas e defensores dos direitos dos animais, que se concentraram no ponto turístico da capital baiana para exigir responsabilização dos envolvidos e medidas mais eficazes contra casos de maus-tratos no país.
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