Polícia

Caso Sáttia Lorena: Defesa de médico detalha motivos da absolvição e nega tentativa de feminicidio

Reprodução
A médica Sáttia Lorena negou que tenha tentado contra a própria vida  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Emilly Giffone

por Emilly Giffone

emilly.giffone@bnews.com.br

Publicado em 27/07/2024, às 15h23 - Atualizado às 15h24



O caso de Sáttia Lorena voltou a repercutir nos últimos dias. Após a médica negar tentativa de suicidio em entrevista recente, o advogado de Rodolfo Cordeiro Lucas, Gammil Foppel, deu detalhes sobre a absolvição do médico, da acusação de tentativa de feminicídio.

Em entrevista ao Balanço Geral, neste sábado (27), Gammil afirmou que o médico foi absolvido por ausência de crime comprovada e assinada por órgãos oficiais. Ele mencionou os argumentos utilizados, que possibilitaram a absolvição e comprovaram que Rodolfo não empurrou a vitíma do 5º andar do prédio.

“Os doze argumentos colocam essa denúncia ao pó. O que vou falar comprova que a denuncia não é veridica. Essa denuncia é uma vergonha. Esse caso deve ir para salas de aulas como um modelo de um desvio acusatório de como não proceder”, afirmou ele.

Ainda segundo o advogado, Sáttia já tinha pensamentos negativos antes do ocorrido e se jogou do prédio tentando contra a própria vida, na época.

Confira os argumentos mencionados por ele:

  • Um líder religioso da vitíma afirmou que ela tinha ataques suicida e tentou enfiar uma faca em seu ventre;
  • Registros que constam no processo comprovam que ela já tentou contra a própria vida antes;
  • Uma das testemunhas, uma balconista de farmácia, disse que a vitíma prescrevia remédios controlados para ela própria e tomava;
  • Duas testemenunhas, moradores do prédio, afirmam que conversaram com a vitíma no dia do ocorrido enquanto ela ainda estava no parapeito, para ela não pular. Eles viram que ela pulou e que Rodolfo tentou segurar;
  • O laudo oficial da policia civil, do perito, diz que Sáttia pulou;
  • O laudo da pericia médica demonstra a quantidade de substâncias entorpecentes que ela ingeriu antes de pular da janela;
  • O Ministério Público concluiu que ela pulou;
  • O promotor natural da causa opinou pela absorvição de Rodolfo por não existir crime;
  • O juiz de 1ª instancia decidiu pela absolvição sumaria por não existir crime;
  • O MP em 2ª instancia deu um parecer favoravel pela absolvição, de manter a absolvição;
  • A folha 14 da defesa da vitima, texto feito pelo advogado dela, afirma que ela pulou.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)