Polícia

“Crime organizado não está nas vielas”, dispara Douglas Pithon em crítica à política brasileira

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Investigador da Bahia, Douglas Pithon faz apelo à sociedade contra o crime organizado e sua influência na política nacional  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @pithon_35
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 30/04/2026, às 16h01



O investigador e operador especial da Polícia Civil da Bahia, Douglas Pithon, fez duras críticas ao sistema político e à atuação do crime organizado no Brasil em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (30).

Na gravação, o agente afirma que as organizações criminosas já ultrapassaram os limites das periferias e alcançaram espaços de poder.

Essa é uma realidade dura. O crime organizado não está nas vielas. Ele se infiltrou, cresceu e alcançou lugares onde muitos fingem não enxergar. Se entranhou no sistema, se aproximou do poder e tenta todos os dias normalizar o que é inaceitável”, declarou.

Durante o vídeo, Pithon exibe trechos de falas atribuídas a dois dos principais nomes ligados ao Comando Vermelho: Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, e Márcio dos Santos Nepomuceno, apelidado de Marcinho VP. Ambos aparecem em declarações que sugerem proximidade entre integrantes do crime organizado e agentes políticos ao longo de décadas.

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Em um dos trechos destacados, Beira-Mar afirma que a relação entre tráfico e política envolve apoio territorial e influência eleitoral. Já Marcinho VP relata episódios em que teria contribuído diretamente para campanhas políticas, mencionando apoio a candidaturas e articulações de votos.

Para Pithon, o atual cenário exige mobilização coletiva, com um trabalho em conjunto das forças de segurança e da população: “Essa guerra não é só minha. Essa guerra não é só da polícia. É uma guerra de todos nós juntos. Cada palavra que você fala, cada posicionamento que você assume, cada pessoa que você influencia. O mal avança quando os bons se calam”, disse.

Além disso, o policial também fez um apelo à sociedade para maior engajamento diante da situação: “Não podemos perder essa guerra. Não podemos entregar o futuro dos nossos filhos. Não podemos aceitar viver de joelhos diante do medo. É preciso lutar, é preciso mudar e é preciso assumir o protagonismo do jogo”, acrescentou.

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