Polícia
Publicado em 19/03/2026, às 16h47 Mariana Bamberg
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, preso na última quarta-feira (19) por suspeita de feminicídio da esposa, teria feito 19 ligações em 16 minutos na noite da morte de Gisele Alves Santana. O celular do oficial foi analisado e o histórico de chamadas mostra que uma das pessoas com quem ele falou antes de acionar equipes de emergência foi um de seus superiores na PM.
As informações são do colunista do portal UOL Josmar Jozino, que teve acesso ao relatório de dados do celular de Geraldo.
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Segundo relatos de uma vizinha do casal, às 7h28 do dia 18 de fevereiro, um estampido a acordou. A primeira ligação do aparelho do coronel aconteceu 27 minutos depois, para o 190 (Polícia Militar). Ele, no entanto, não aguardou o atendimento.
Em seguida, Geraldo ligou para um coronel, que é seu comandante na Polícia Militar, mas não foi atendido. A terceira ligação foi novamente para o 190 e finalizada em cinco segundos. Ele então voltou a ligar para seu comandante, com quem conversou por 58 segundos.
Após falar com seu superior, o oficial liga novamente para o 190 e conversa com um atendente por 3 minutos e 12 segundos. "A sequência demonstra que, antes de acionar formalmente o socorro, o investigado optou por comunicar o ocorrido ao seu comandante", destacou o documento. Geraldo chegou a ligar sete vezes para o superior hierárquico.
Além dessas ligações, outras 10 foram feitas em um período de pouco mais de 16 minutos. O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi o destinatário de seis dessas chamadas. Ele esteve no apartamento após o telefonema. A defesa do desembargador afirma que ele foi chamado como amigo de Geraldo e que eventuais esclarecimentos seriam dados à polícia.
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