Polícia
por Sophia Souza
Publicado em 26/10/2026, às 15h18
A delegada Maria Corsato, de São Paulo, dona de um puff onde foram encontrados cerca de R$ 1,8 milhão em espécie, afirmou que o dinheiro faz parte de uma herança ainda não partilhada e declarada.
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O dinheiro foi apreendido após a irmã da delegada ter chamado a Polícia Militar e alegar que encontrou as cédulas escondidas no móvel.
As autoridades contabilizaram cerca de R$ 1,8 milhão em espécie, incluindo 120 mil dólares (o equivalente a cerca de R$ 650,4 mil), e 12 mil euros (aproximadamente R$ 72 mil).
O valor encontrado não aparece na declaração de bens da delegada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo os documentos apresentados, Maria Corsato tem um apartamento de R$ 600 mil no Guarujá, além de quatro imóveis em Santo André e R$ 500 mil aplicados em um banco.
As cédulas teriam sido encontradas na casa de um tia em 2023. Segundo o advogado de Maria Corsato, ela e a irmã ficaram em dúvida sobre como fariam para regularizar o dinheiro, mas não houve tempo para isso porque a irmã teria agido em meio a um ‘surto’.
Segundo relato, a irmã recebeu da delegada um puff no dia 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições. Maria Corsato concorreu ao cargo de deputada estadual pelo União, mas não se elegeu.
Ao entregar o móvel, Maria Corsato teria dito que estaria sendo procurada por conta de uma suposta ordem de busca e apreensão. No último sábado (24), a irmã decidiu abrir o puff com uma faca e encontrou cédulas de dinheiro e papeis com anotações.
Foi então que ela chamou a polícia, que foi até o endereço e apreendeu os objetos. A equipe tentou localizar a delegada em sua casa, mas o porteiro do prédio informou que ela não estava. O caso agora é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.
Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) declarou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimentos para investigar a origem dos valores apreendidos e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa da delegada.
O caso foi registrado como lavagem de dinheiro, irregularidades funcionais e apreensão de bens.
Por meio das redes sociais, a delegada afirmou que a denúncia da irmã foi motivada por um desentendimento entre elas.
“O episódio ocorreu alguns dias após ela ter ido ao local de trabalho do meu cunhado e provocado um escândalo. Como fiquei ao lado dele, ela se desentendeu comigo”, escreveu.
Segundo ela, não seria a primeira vez que isso acontece. Em 2008, ao demorar para chegar, a irmã de Maria Corsato teria registrado um boletim de ocorrência na Corregedoria, alegando abandono.
A delegada finaliza o texto afirmando que os advogados estão tomando as medidas cabíveis para esclarecer a situação à Corregedoria.
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