Polícia

Delegada inocentada de acusação de tortura fala sobre 'capítulo amargo' da sua vida

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A delegada foi inocentada da acusação na companhia de outros dois policiais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/BnewsTV
Nilson Marinho

por Nilson Marinho

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Publicado em 03/03/2023, às 12h35


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A delegada Carla Ramos, plantonista da Delegacia de Repressão a Furto e Roubo de Veículos (DRFRV), chegou ao estúdio do BNews nesta sexta-feira (3) para participar de uma live do projeto Simplesmente Mulher, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. (veja o bate-papo completo abaixo)

Durante a entrevista foi inevitável para delegada não compartilhar o capítulo da sua vida que, de acordo com ela, é o mais amargo, e que jamais será esquecido: o dia em que foi acusada de torturar uma mulher durante um interrogatório, na companhia de outros dois policiais. Ela e seus colegas foram absolvidos das acusações pela Justiça baiana.

“Não é difícil compartilhar o capítulo mais amargo da minha história porque ele foi noticiado na imprensa, todo mundo sabe. Eu fui erroneamente acusada de um crime junto com minha equipe. Já posso falar da parte doce [da minha vida], já que já saiu a absolvição, tanto no aspecto criminal como no administrativo, mas essa foi a parte mais difícil de toda a minha vida, não só da minha carreira pessoal, mas como de toda a minha vida”, disse Carla.

“Ver você sendo acusada de um crime que não cometeu, de forma errônea e falsa, é muito difícil e complicado, justamente para mim, que passei a vida inteira combatendo o crime. É muito difícil me ver do outro lado, nunca imaginei que aquilo fosse acontecer comigo, faço tudo tão corretamente no meu dia-a-dia, sempre para andar no mais lícito possível, não apenas no aspecto legal, mas também no aspecto moral e ético. De repente me vi numa situação que não aconteceu, foi muito difícil”, completou.

A delegada acredita que foi vítima de uma “conspiração” por investigar e prender pessoas ligadas a organizações criminosas. Carla inclusive já denunciou a também delegada Maria Selma, que passou a ser investigada após denúncia de que seria chefe de uma organização responsável por crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas.

“Foi algo conspiratório, isso já foi provado, o processo já encerrou, então já posso falar, foi provado ao longo do processo. Houve toda uma conspiração para me envolver e envolver minha equipe, numa época que estavámos brilhando demais, efetuando diversas prisões. Em uma delas, que eram cotidianas, constantes, chegamos a pessoas ligadas a quadrilhas, que revidaram. Eu não estava preparada, imaginando que essas organizações criminosas pudessem contra atacar as nossas ações de uma maneira tão baixa e vil”, finalizou.

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