Polícia
Publicado em 20/08/2022, às 15h35 - Atualizado às 15h35 Redação BNews
O delegado-chefe da 17ª DP (Taguatinga Norte), Mauro Aguiar, sofreu uma abordagem violenta durante uma blitz falsa na madrugada do último sábado (13). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso.
Na ocasião, segundo o Metropoles, o policial ficou sob a mira de metralhadoras, foi xingado e ameaçado por homens que usavam viaturas e fardas pretas sem qualquer tipo de identificação funcional. A investigação está sendo conduzida pela 23ª DP (P Sul).
Ainda segundo a publicação, o episódio aconteceu na Rodovia DF-459, que liga Samambaia a Ceilândia. Mauro Aguiar estava cumprindo serviço e exercia a função de supervisor durante o dia, representando o delegado-geral da PCDF.
Vestido com um colete da corporação, ele estava em uma viatura descaracterizada e seguia para a 15ª DP (Ceilândia) quando avistou a blitz e atendeu ao comando dos supostos policiais, que fizeram sinal para parar.
Ao iluminar o interior do automóvel com uma lanterna, um dos homens que estava no ponto de bloqueio teria exigido, de forma ríspida, os documentos do carro e a identificação pessoal do delegado.
"Esse colete é um pano de chão, e o distintivo é vendido em qualquer feira. Delegado é o c*ralh*, desce do carro!", teria dito o suspeito.
O fato de todos os policiais usarem uniformes pretos e não possuírem identidade corporativa ou de designação de guerra chamou a atenção do delegado. O mesmo aconteceu com as viaturas, que estavam estacionadas longe do bloqueio, impossibilitando de enxergar as placas.
Segundo a investigação, quando Mauro Aguiar foi cercado por grupos realizando uma falsa blitz, o delegado ouviu o estalo de armas engatilhadas e ficou sob a mira delas. Após isso, o homem que havia realizado a abordagem gritou que o delegado estaria embriagado.
No mesmo momento, outros três que integravam o grupo reconheceram o chefe da unidade de Taguatinga Norte.
"É o doutor Mauro", disseram, em tom preocupado, segundo o relato.
Aguiar exigiu falar com o comandante da operação, e um homem se identificou como "tenente Andretti, do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) da PMDF". Mauro acabou sendo liberado pela suposta polícia e foi até a 15ª DP, onde registrou uma ocorrência por injúria. Ele também passou por um teste de alcoolemia no Instituto de Medicina Legal (IML), que deu negativo.
Na mesma madrugada, Mauro Aguiar contatou a Central de Operações da Polícia Militar (Copom) a fim de confirmar quem eram os militares que participavam da blitz.
Em resposta, foi informado de que não existia ponto de bloqueio do BPRv previsto para aquela noite naquele ponto e tampouco alguém na unidade chamado “Tenente Andretti". Quando decidiu retornar ao local em que a blitz havia sido montada, não havia mais sinal dos supostos policiais nem das viaturas.
O Metropoles não conseguiu contato com PMDF e Mauro Aguiar preferiu não se manifestar.
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