Polícia

Delegado revela detalhes sombrios do caso da mulher que matou quatro pessoas da mesma família com bolo envenenado

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Informação foi divulgada ao Bnews pelo chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Fernando Sodré  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais


Além do bilhete deixado em uma camiseta, Deise Moura dos Anjos, suspeita de matar quatro pessoas da mesma família por envenenamento, escreveu outros recados enquanto esteve presa. A informação foi divulgada pelo chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira, durante entrevista ao BNEWS.

“Ela deixou outros escritos que nós não divulgamos. Estamos analisando detalhadamente, até para avaliar as repercussões éticas que envolvem esses documentos e que precisamos preservar. São escritos que tratam de questões pessoais, mencionam outras pessoas, incluindo a sogra. São recados que misturam justificativas e pedidos de perdão. Como envolvem muitas pessoas, estamos, eticamente, preservando esse material nos autos para evitar expô-lo publicamente e, eventualmente, gerar consequências tanto para os vivos quanto para a memória daqueles que morreram”, afirmou Fernando.

Deise foi presa no dia 5 de janeiro, após a Justiça aceitar o pedido de prisão temporária feito pela Polícia Civil. Dias depois, no entanto, precisou ser transferida para o Conjunto Penal da cidade de Guaíba, após receber ameaças de outros detentos. No dia 13 deste mês, foi encontrada morta na unidade.

“Como surgiu um boato de que ela queria envenenar o próprio filho, os presos ficaram extremamente revoltados. Diante do risco à integridade física dela, a administração carcerária decidiu transferi-la para um presídio feminino, onde ficaria isolada em uma cela para evitar agressões e represálias dos demais detentos”, explicou o delegado.

Nesta sexta-feira (21), a Polícia Civil concluiu o inquérito e apontou Deise como responsável pela morte de quatro pessoas, todas vítimas de envenenamento. As vítimas foram três pessoas que comeram um bolo no dia 24 de dezembro do ano passado e o sogro da suspeita, que morreu em setembro do mesmo ano.

Após acessar o celular e o computador de Deise, a polícia descobriu que ela havia feito pesquisas na internet sobre diferentes tipos de venenos. Esse foi um dos elementos que ajudaram os investigadores a concluir que ela foi a responsável pelos envenenamentos.

"Descobrimos que ela pesquisou inúmeros tipos de veneno, tanto para matar seres humanos quanto para eliminar animais. Ela encomendou essas substâncias duas vezes pelos Correios, uma em agosto e outra em dezembro. A compra de agosto nos levou a pedir a exumação do corpo do sogro dela, que havia falecido em setembro", detalhou o chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

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