Polícia

Diretor do Draco destaca foco na descapitalização de organizações criminosas na Bahia: “Não são amadores”

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Delegado Fábio Lordello detalha estratégias do Draco contra organizações criminosas na Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews

Publicado em 17/10/2025, às 15h25   Cauan Borges e Leonardo Oliveira



O diretor do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), delegado Fábio Lordello, falou sobre o trabalho da unidade e os desdobramentos da Operação Primus, nesta sexta-feira (17), que mira uma rede empresarial envolvida na adulteração e comercialização irregular de combustíveis na Bahia. 

Durante entrevista coletiva, Lordello explicou que o principal objetivo do Draco é atingir o topo das organizações criminosas, atuando de forma estratégica para neutralizar os responsáveis pela gestão e movimentação dos recursos ilícitos.

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"O Draco é o departamento que vai para o topo das organizações. Não significa que outros setores da polícia não o façam, mas, por natureza, cabe ao Draco mirar o núcleo central dessas estruturas. Quando uma organização criminosa tem capital, ela não tem limites. Age como uma empresa, gerenciando seus recursos para ocultar e dissimular a origem ilícita", afirmou.

Segundo o delegado, o dinheiro obtido por meio de atividades como tráfico de drogas, contrabando e fraudes comerciais é inserido em diversos setores da economia legal, o que dificulta o rastreamento. 

"Toda a atividade econômica, de comércio, de serviços, é usada como espaço para aportar esses recursos e gerar dissimulação e ocultação. É uma infinidade de possibilidades", disse o delegado.

Lordello ressaltou ainda a magnitude financeira das investigações conduzidas pelo Draco. Somente nesta operação, o bloqueio de bens e valores pode chegar ao valor astronômico de R$ 6,5 bilhões. 

"Imaginem esses recursos nas mãos dos criminosos, o que eles podem gerar na sociedade, compra de armas, corrupção, investimentos ilícitos. É por isso que nosso foco maior é a descapitalização desses grupos", destacou.

O delegado também chamou atenção para o perfil altamente especializado dos integrantes das organizações investigadas: "Não estamos falando de amadores. São pessoas com formação e experiência em áreas como economia e administração, capazes de movimentar grandes somas de dinheiro e impulsionar esses recursos no mercado de forma dissimulada", explicou.

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