Polícia

Vídeo: Dois PMs são presos e outros quatro afastados por tortura e execução de homem na Bahia

Flávia Vieira/SSP
A Operação Invisíveis cumpriu mandados em diversos municípios da Bahia  |   Bnews - Divulgação Flávia Vieira/SSP
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 02/12/2025, às 09h58 - Atualizado às 10h05



Dois policiais militares foram presos e outros quatro afastados após investigações da Operação Invisíveis’ revelaram a participação dos agentes no caso de tortura e execução de Edmilson Cruz do Carmo, ocorrida em 17 de fevereiro de 2024, em Monte Santo, no interior da Bahia.

Durante a operação, deflagrada nesta terça-feira (2), foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Euclides da Cunha, Ribeira do Pombal e Monte Santo; em Aracaju, capital sergipana e em Trindade, Pernambuco. 
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a ação atingiu  as residências dos seis agentes investigados e as sedes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Nordeste, localizadas em Ribeira do Pombal e Monte Santo.  Armas, celulares, simulacro de armas  e outros objetos foram apreendidos e passarão por perícia.

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Execução

Investigações conduzidas pelo MPBA, por meio do Geosp, após inconsistências entre os laudos periciais preliminares e a versão dos fatos apresentadas pelos PMs, refutaram a suposta troca de tiros alegada pelos policiais, que registraram os fatos na delegacia como morte decorrente por intervenção policial.

As novas provas trazidas revelaram que Edmilson foi torturado e executado de forma sumária por dois PMs em uma ação previamente planejada pelos investigados. O crime ocorreu dentro da residência da vítima, na presença de familiar, que também sofreu tortura e ameaças, sem ter havido nenhuma perseguição ou resistência armada.

A investigação do MPBA aponta ainda que os outros quatro investigados garantiram a alteração da cena do crime, com a remoção do corpo e apagamento de vestígios, além da apresentação de objetos e depoimentos falsos na delegacia de polícia, para ocultar o homicídio sob alegação de suposta ação policial legítima.


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