Polícia
Publicado em 04/11/2025, às 09h34 - Atualizado às 10h23 Redação Bnews e Dandara Amorim
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, se posicionou, nesta terça-feira (4), acerca do projeto de lei que equipara facções criminosas a organizações terroristas. Em um trecho da sua declaração, feita durante o anúncio de medidas e investimentos para a segurança pública na Bahia, o gestor estadual pediu cautela ao se discutir sobre essa temática.
"Tem um debate agora se é crime organizado ou se é terror. Nós estamos falando de duas coisas diferentes, muito embora não sejam boas para nós. Mas quando se coloca o tema do terror ou do terrorismo, é novamente colocando em xeque a nossa soberania. Cuidado com o que a gente fala, porque na medida em que a gente liga ao terrorismo, a gente chama novamente os Estados Unidos para ocupar o território brasileiro. Então, é bom que quem não seja da área, procure ou peça ajuda para poder falar", pontuou Jerônimo.
Depois de ter passado pela Comissão de Segurança Pública, agora, o projeto aguarda votação na CCJ. Assim como o governador da Bahia, o ministro do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Lewandowski, argumenta que há diferenças entre facções criminosas e terroristas.
“O terrorismo envolve sempre uma motivação ideológica, uma atuação política, com repercussão social e atentados esporádicos. As facções criminosas são grupos que praticam crimes sistematicamente, previstos no Código Penal. É fácil identificar uma facção pelo resultado de suas ações, não há subjetivismo nisso. Já o terrorismo exige uma apreciação mais subjetiva. Temos leis que definem o que é organização criminosa e o que é terrorismo", explicou.
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