Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 22/05/2026, às 16h39
Durante o cumprimento da Operação Herdeiro Indigno, deflagrada na última terça-feira (19) pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), através da Superintendência de Polícia Regional Serrana (SPRSR) e da Delegacia de Polícia (DP) de Itarana, a filha e o genro foram presos suspeitos de participação no homicídio de Romero Herzog, de 61 anos, e de um roubo ocorrido posteriormente contra familiares da vítima, no município de Itarana, no Espírito Santo.
A operação 'Herdeiro Indigno”- faz referência à filha e ao genro da vítima que teriam articulado o homicídio com motivação patrimonial, visando benefícios relacionados à herança e ao seguro de vida.
Durante a ação, três investigados foram presos e aparelhos celulares foram apreendidos para subsidiar o aprofundamento das investigações. As investigações tiveram início após o homicídio de Romero Herzog, ocorrido entre os dias 19 e 20 de julho de 2024, na localidade de Alto Bom Destino, zona rural de Itarana.
"O corpo da vítima foi encontrado na manhã do dia 20 de julho, com diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. No decorrer da apuração, identificamos elementos que apontam para a participação de familiares da vítima na condição de mandantes do crime, além da atuação de um executor ligado a uma organização criminosa investigada na Operação Bad Host", disse o titular das Delegacias de Polícia (DP) de Itarana e Itaguaçu, delegado Renan Alves dos Santos.
No decorrer das diligências, a Polícia Civil identificou ligação entre o homicídio e um roubo ocorrido em novembro de 2024, quando a residência do irmão da vítima foi invadida por três indivíduos armados. "Durante a ação criminosa, o casal foi amarrado, agredido e ameaçado de morte. O roubo teria sido praticado como forma de intimidação às vítimas, em razão de divergências relacionadas ao processo de inventário familiar após a morte de Romero Herzog", detalhou o delegado.
A investigação também contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão, que possibilitaram a coleta e análise de dados telemáticos. "Os elementos reunidos apontaram conexões entre os investigados, incluindo diálogos, ligações telefônicas e movimentações financeiras consideradas relevantes para a apuração. Indicando que o homicídio teve motivação patrimonial. Também foi constatado que os investigados já tratavam sobre o recebimento do seguro de vida da vítima antes mesmo do crime", disse o delegado Renan Alves.
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