Polícia

Fraudes de executivos da Americanas eram discutidas em grupo de WhatsApp

Antônio Cruz/Agência Brasil
Decisão do então CEO Miguel Gutierrez, da Americanas, causou tensão em mensagens  |   Bnews - Divulgação Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 02/07/2024, às 10h22   Pedro Moraes



Os executivos envolvidos no esquema da Lojas Americanas usavam um grupo no WhatsApp para bolar passo a passo. A descoberta aconteceu mediante uma delação junto à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF). Autodenominado G30, o coletivo contava com cerca de 40 pessoas, de acordo com os relatos dos delatores Flávia Carneiro e Marcelo Nunes.

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Ao menos 14 foram alvo da Operação Disclosure, que fez busca e apreensão em 15 endereços na última quinta-feira (27). Todos eles são suspeitos de manipulação de mercado, insider trading, fraude contábil, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo os relatórios do Ministério Público Federal e da PF, os 14 executivos integravam os escalões mais altos do grupo. O então CEO Miguel Gutierrez comandava a gestão. Ele teve a prisão preventiva decretada no Brasil, foi preso pela polícia espanhola, mas já saiu da cadeia.

Quanto a Anna Saicali, que era CEO do braço digital da Americanas, a B2W, ela figura como número dois do organograma. Os próprios delatores entregaram as mensagens do grupo como provas de corroboração.


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