Polícia

'Golpe do vômito': Entenda como funciona a nova prática criminosa para furtar pertences nos ônibus e nas ruas

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Relatos de vítimas mostram como o golpe do vômito é executado em poucos segundos  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik
Victória Valentina

por Victória Valentina

Publicado em 05/05/2026, às 12h02



Imagine estar sentado no ônibus e, de repente, sentir um líquido estranho nas costas. Em seguida, um desconhecido se aproxima, diz que alguém vomitou em você e se oferece para limpar. O que parece um gesto de ajuda, na verdade, pode ser parte de um esquema criminoso para furtar celulares e outros pertences.

Conhecido como "golpe do vômito", o método tem se tornado cada vez mais popular em São Paulo e ganhou repercussão após relato feito pelo criador de conteúdo Guilherme Giarreta.

Em um vídeo, ele contou que voltava do trabalho de ônibus quando foi abordado por um homem, que chamou sua atenção para as costas. Segundo o influenciador, o suspeito havia jogado um líquido pastoso, semelhante a vômito, em sua roupa.

"O homem falava em espanhol, repetia que uma criança de colo estava ali atrás e ela tinha acabado de vomitar. Eu estava tão em choque que minhas costas estavam cheias de vômito que eu nem consegui pensar razoavelmente. […] O homem puxava a minha camiseta e falava: ‘Não, eu vou limpar. Ele pegou um lencinho e ficava limpando", relatou.

Enquanto estava distraído com a situação, um segundo criminoso aproveitou o momento para furtar o celular. Guilherme só percebeu o crime depois, ao procurar o aparelho e não encontrá-lo no bolso.

De acordo com relatos de outras vítimas, a ação é rápida e coordenada, durando poucos segundos. A agilidade durante a abordagem impede reação imediata e, quando a vítima percebe, os suspeitos já desapareceram.

O que dizem as autoridades

Ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou ter localizado duas ocorrências de furto de celular em transporte público, registradas nos dias 22 e 25 de abril, com características semelhantes às mencionadas.

A pasta orienta que, ao desconfiar de uma atitude suspeita, as vítimas acionem imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190, informando o máximo de detalhes possível, para que a viatura mais próxima possa se deslocar ao local e realizar a averiguação. É fundamental que as vítimas também formalizem o registro do boletim de ocorrência para que o caso seja devidamente investigado e os autores responsabilizados.

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