Polícia
O governo em exercício do Rio de Janeiro anunciou a suspensão de um processo de compra de um helicóptero modelo Black Hawk para a Polícia Militar estadual. A decisão ocorreu após desconfiança da atual gestão, que identificou uma série de problemas no processo de licitação. Além disso, o governo desconfiou que aeronave, na verdade, era usada. O modelo é um dos mais conhecidos no mundo pelo seu poder militar. O Black Hawk é fabricado nos Estados Unidos pela Sikorsky Aircraft e utilizado por forças armadas e órgãos de segurança de diversos países, inclusive em guerras e conflitos armados.
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De acordo com o portal G1, um levantamento realizado nos últimos três meses aponta que ao menos duas empresas que participaram da concorrência eram ligadas a um mesmo empresário: Fernando Carlos da Silva Telles, de 55 anos, conhecido como Tico-Tico. Ele é conhecido no meio de prestação de serviços de helicópteros por já ter participado de concorrências e, em alguns casos, suas aeronaves apresentarem problemas para administrações públicas. O empresário já acumula contratos ligados a gestões estadual e federal.
Uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) apura acidentes ocorridos com aeronaves de uma dessas empresas no Acre, quando Tico-tico era responsável. O contrato assinado com o governo federal prevê o transporte de alimentos e medicamentos para povos originários.
Ainda de acordo com o portal, a aquisição do helicóptero de guerra custaria US$ 12,6 milhões ou R$ 70,3 milhões aos cofres estaduais na conversão do dólar no dia que o negócio foi fechado, durante a gestão do então governador Cláudio Castro (PL-RJ). A justificativa para se adquirir a aeronave era que a polícia precisava de um equipamento com forte blindagem para atuar em áreas conflagradas no Rio de Janeiro.
A justificativa, segundo o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, é a necessidade de entender o impacto operacional da aquisição desse e de outros equipamentos de grande porte em áreas urbanas e comunidades, antes de finalizar o contrato.
De acordo com o portal G1, há consenso na atual gestão de que o estado não fará o investimento de R$ 70,3 milhões na compra do Black Hawk, mesmo com anúncio oficial feito em janeiro por Castro. Desde então, nenhum pagamento pela aeronave havia sido realizado. A Polícia Militar do RJ chegou a enviar uma equipe ao Alabama, nos Estados Unidos, para treinamento operacional no modelo. O contrato previa gasto de pouco mais de US$ 1 milhão com a capacitação.
Outro argumento usado para justificar a suspensão é a avaliação de que o Black Hawk teria baixa funcionalidade em operações urbanas. Com cerca de quatro toneladas, a aeronave exige áreas maiores para pouso e operação. Há ainda preocupação com o deslocamento de telhados em comunidades devido à força das hélices durante voos em baixa altitude. O Black Hawk pode ultrapassar os 350 km/h, de acordo com informações dos fabricantes.
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