Polícia

Justiça marca júri popular dos PMs acusados de sequestro e decapitação de jovem em Salvador

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Justiça da Bahia marca julgamento de sete policiais militares acusados de sequestrar e matar Geovane Mascarenhas em 2014  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 15/12/2025, às 11h45 - Atualizado às 12h33



O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) marcou para o dia 27 de abril de 2026 o julgamento pelo júri popular de sete policiais militares acusados de sequestrar, matar e esquartejar Geovane Mascarenhas de Santana, jovem de 22 anos. O crime ocorreu no bairro do Lobato, em Salvador em 2014. 

O júri popular acontece 12 anos após o crime. Segundo as investigações, Geovane foi sequestrado, assassinado e decapitado por policiais militares que integravam as Rondas Especiais da Polícia Militar (Rondesp), unidades que posteriormente foram transformadas em batalhões.

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Segundo os autos, a cabeça da vítima e a mão esquerda foram encontradas carbonizadas em Campinas de Pirajá, enquanto o restante do corpo foi localizado no Parque São Bartolomeu, no subúrbio ferroviário da capital baiana.

Em uma das fases do processo, o juiz responsável reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, com base em provas, depoimentos de testemunhas e laudos periciais, e decidiu pela pronúncia dos réus, mantendo todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Os policiais são acusados de sequestro e roubo, já que a motocicleta e o celular da vítima nunca foram localizados. Eles também respondem por ocultação de cadáver, formação de quadrilha e homicídio qualificado. Um dos réus responderá pelos mesmos crimes, com exceção da ocultação de cadáver.

O julgamento está previsto para começar às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, localizado no Campo da Pólvora, em Salvador.

Serão levados a júri: o subtenente Cláudio Bonfim Borges; o sargento Daniel Pereira de Souza Santos; os soldados Roberto Santos de Oliveira, Alan Moraes Galiza dos Santos e Alex Santos Caetano; além do ex-soldado Jesimiel da Silva Resende, que foi expulso da corporação por outro desvio de conduta. O soldado Jailson Gomes Oliveira também será julgado, mas não responde pela acusação de ocultação de cadáver.

Inicialmente, 11 policiais militares foram denunciados pelo MP-BA. No entanto, a então titular do 1º Juízo da 1ª Vara do Júri, juíza Gelzi Maria Almeida de Souza, absolveu quatro dos acusados: o sargento Gilson Santos Dias e os soldados Cláudio César Souza Nobre, Fábio Nobre Lima Masavit Cardozo e Jocenilton Santos Ferreira.

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