Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 13/03/2026, às 14h59
Um laudo médico obtido pela família de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, concluiu que a morte do adolescente foi causada diretamente pelos socos realizados por Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, na noite do último dia 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF).
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A hipótese do impacto no carro após a agressão foi cogitada inicialmente e é sustentada, inclusive, na denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF). De acordo com o g1, o documento foi anexado ao processo nesta semana e a família do jovem morto pede as seguintes ações.
O assistente da acusação, Albert Halex, também solicita a reabertura das investigações sobre as demais pessoas que estavam no veículo com o réu no momento dos fatos.
O laudo aponta que todas as lesões que causaram a morte de Rodrigo estão localizadas no lado esquerdo da cabeça. Na análise da acusação, as imagens da briga mostram que Turra deu socos justamente do lado esquerdo e, em determinado momento, Rodrigo bate o lado direito da cabeça na porta de um carro.
As lesões são de um trauma de golpe direto e não de contragolpe, o que aconteceria caso a cabeça tivesse batido em um anteparo, como o carro.
Nesse sentido, o neurocirurgião conclui que os danos que provocaram a morte de Rodrigo não correspondem aos de uma queda ou batida, mas a agressões repetidas.
O documento aponta a possibilidade de que o agressor tenha utilizado algum instrumento contundente, como um soco inglês. A suspeita surgiu após a análise do exame de corpo de delito feito no investigado logo após o episódio.
Não foram identificadas lesões nas mãos ou nos punhos, mesmo após a realização de múltiplos socos com força suficiente para provocar fratura no crânio da vítima.
O médico aponta que a ausência de lesões nas mãos de Pedro é atípica e controversa sem a presença de um objeto que proteja e amplie a força das agressões.
A presença de instrumento contundente (como soco inglês ou similar) explicaria coerentemente a preservação íntegra da mão do agressor; a intensidade do trauma capaz de produzir fratura craniana linear com hematoma epidural volumoso”.
Mesmo com toda a suspeita, ainda não é possível confirmar a existência do instrumento apenas com os documentos analisados. Para isso, foi recomendado que o exame de perícia específica nas imagens de vídeo seja realizado.
Pedro Turra é réu por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e está cumprindo prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda desde o último dia 2 de fevereiro.
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