Polícia

Líder de facção ligada ao tráfico internacional de cocaína é encontrado morto em penitenciária federal

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Líder de facção foi localizado desacordado durante a rotina de revista e alimentação; circunstâncias da morte serão apuradas  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 30/08/2026, às 18h21



Marco Silas Neves de Souza, apontado como líder da facção criminosa Cartel do Sul, foi encontrado morto neste domingo (30) dentro da cela onde estava detido na Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal. A informação foi confirmada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) à GloboNews.

Segundo a secretaria, Marco foi localizado desacordado durante a primeira rotina de revista e distribuição do café da manhã. Uma equipe foi acionada para prestar atendimento, mas constatou o óbito.

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Em comunicado, a Senappen informou que os órgãos responsáveis foram acionados e que as providências previstas para o caso estão sendo adotadas. As circunstâncias da morte deverão ser apuradas.

De ex-PCC a líder de facção

Marco Silas era apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do crime organizado no Paraná. De acordo com as investigações, ele teria feito parte do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas deixou a organização e passou a liderar o Cartel do Sul, grupo apontado como aliado do Comando Vermelho (CV).

Ele foi preso em 2021, em São Paulo, enquanto era procurado pela Justiça do Paraná e tinha três mandados de prisão em aberto. A captura ocorreu em uma clínica de cirurgia plástica localizada na região da Avenida Paulista.

Segundo as investigações, Marco, que utilizava documentos falsos, havia procurado a clínica para realizar um procedimento com o objetivo de alterar a própria aparência e dificultar sua identificação.

O criminoso era investigado por envolvimento com o tráfico internacional de cocaína e apontado como uma das principais lideranças da organização responsável pela atividade.

Ainda de acordo com a polícia, ele utilizava o mercado imobiliário para lavar dinheiro proveniente do tráfico. A Polícia Federal identificou 260 apartamentos ligados a ele no litoral de Santa Catarina.

Marcos Silas também possuía registros por associação para o tráfico, uso de documentos falsos, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

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