Polícia

Morador de rua diz que relação com mulher de personal trainer foi consensual: 'Ela faria qualquer homem feliz'

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O mendigo disse que ficou sem reação quando foi abordado pela mulher

Publicado em 24/03/2022, às 10h21    Reprodução/YouTube.    Redação

O morador de rua Givaldo Alves, de 48 anos, que teve relações com a esposa de um personal trainer e acabou flagrado e espancado, contou que a relação sexual com a mulher foi consensual, mesmo após ele falar que “não tinha tomado banho”. Natural da Bahia, Givaldo detalhou ao Metrópoles como foi a abordagem

“A moça veio até mim e disse 'eu quero namorar como você'. Eu disse 'moça, eu sou morador de rua, não tenho dinheiro. Só estou bem vestido, como todo mundo'. Ela disse 'não, eu quero namorar com você'. E eu 'moça, eu não tenho dinheiro. Eu não tenho condições de pagar nem um hotel'. Então, eu pude ouvir daquela boca doce 'não pode ser no meu carro?'. Então, eu disse 'bom, aí agora você me calou. Se você nunca calou um homem, você calou agora. E onde está seu carro, filha de deus?'. E ela apontou para o carro. [...] Se você me quer, me leve para algum lugar. Então, fomos. Ela pegou a via, eu abri o zíper, ela com uma mão na direção e outra no carinho”, detalhou.

No carro com a mulher, ele ainda sugeriu que os bancos do veículo fossem reajustados. “Vamos deitar os bancos para melhorar o espaço. Eu disse ‘se você realmente me quer, tire a roupa. Ela tirou a roupa, vi a coisa mais maravilhosa e linda no corpo de uma mulher. Perfeito. Realmente, perfeito, quero dizer para ela, parabéns pelo que ela é. Depois, começamos a brincadeira. beijos, da boca a orelha, pescoço, descendo. Quero dar parabéns, você faria qualquer homem feliz”, continuou. Após horas, o marido da mulher apareceu e quebrou com um soco o vidro de uma das janelas do veículo.

“Do nada, uma mão entrou pelo vidro do carro. Eu disse ‘moça, que lugar é esse que você me trouxe?’. Ela disse ‘eu moro aqui’. Eu disse ‘meu Deus do cé’. Saí do carro. ‘Que porra é essa?’ Eu recebi uma sessão tão violenta de soco. A gente ficou trocando socos. Ele parou e ficou olhando o jeito que ela estava. Eu disse ‘moça, joga minha calça, por avor’. Eu nunca ouvi a voz dele, foram só socos. E meu único tênis ainda ficou lá dentro”, recorda.

Depois, o homem contou que ele foi andando por uma avenida e encontrou um hospital, onde pediu ajuda. Ainda sobre o caso, Givaldo negou as acusações de estupro. “Deus me colocou em um lugar cercado por câmeras que comprovam não ter havido nada disso [estupro]. Se fosse outro morador de rua, possivelmente já estaria preso”, afirmou.

O fato aconteceu em Planaltina, no Distrito Federal, no dia 9 de março. As agressões a Givaldo foram gravadas por uma câmera de segurança. Com a repercussão do caso, o personal trainer Eduardo Alves, de 31 anos, disse que sua mulher estava em surto psicótico, segundo seus médicos, e por isso teria convidado o homem a entrar no seu carro.

Por causa das agressões do personal trainer, o homem em situação de rua sofreu um edema no olho e ficou com a costela quebrada. O caso segue em investigação.

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