Polícia

Moradores de Águas Claras voltam a fechar rua do bairro para manifestar contra mortes de jovens

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Familiares dizem que jovens foram mortos por policiais militares  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Vídeo

Publicado em 24/01/2025, às 14h11 - Atualizado às 14h21   Andrêzza Moura



Moradores de Águas Claras, em Salvador, voltaram a fechar uma das vias do bairro, na tarde dessa sexta-feira (24), para protestar contra a morte do adolescente Luiz Filipe, de 15 anos, e de Luiz Henrique, de 21, no sábado (18) e na terça-feira (21), respectivamente, no Loteamento Condor. Com cartazes nas mãos e gritando palavras de ordem, eles chegaram a atear fogo em objetos. Na noite da quinta-feira (23), já havia ocorrido outro protesto.

Em entrevista ao Programa Balanço Geral, da TV Record, familiares dos jovens informaram que eles foram executados por policiais militares, que já chegaram à localidade atirando. "Todas as vezes eles [PMs] vão descer atirando?Ainda tiveram a audácia de dizer que foi troca de tiro. Meu filho estava almoçando, não esperaram ele nem se defender. Nem todo mundo que mora aqui é bandido, não", lamentou a mãe de Luiz Henrique, aos prantos.

Também muito abalada, a mãe do adolescente revelou acreditar que o filho foi morto por causa da aparência física. "Meu filho estava doente, foi morto injustamente só por causa do corte de cabelo, do brinco. Não tem direito ao livre arbítrio. Só porque é pobre?", disparou a mulher, afirmando que Luiz Filipe estava fazendo acompanhemento psicológico.

Ainda durante o protesto, os moradores revelaram que, além de Luiz Felipe e Luiz Felipe, mas duas pessoas foram mortas pelos policiais, somente esta semana. "Só aqui, foram quatro mortes. Cadê prova que meu filho trocou tiro, cadê a prova que Luiz Filipe trocou tiro?", questionou a mãe de Luiz Henrique.

Em nota encaminhada à nossa reportegem, o Departamento de Comunicação Social da Polícia Militar (DCS) confirmou o óbito dos dois rapazes. No entanto, declarou que os dois morreram durante confronto com policiais da Companhia Independente de Policiamento Tático (Rondesp Central). A assessoria de comunicação da Polícia Civil também foi procurada, por meio de e-mail, para falar sobre os fatos, mas, até o fechamento desta matéria, não havia dado retorno.

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