Política
O fim da escala 6x1 divide opiniões entre os deputados federais. Do total de parlamentares, 45 % deles são contra mexer nesta jornada de trabalho, 13% ainda não se decidiram sobre o assunto e 72% da população é a favor de acabar com esta escala.
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Muitos dos argumentos utilizados pelos parlamentares que são contra, segundo reportagem do The Intercept Brasil, é que o fim da escala 6x1 "vai acabar com a economia do Brasil, que será um problema maior para o trabalhador e que os patrões precisam ser ajudados".
No entanto, as condições de trabalho no Congresso Nacional são bem diferentes das de quem pena trabalhando seis dias para folgar só um. Os parlamentares ganham um salário de R$ 46 mil e têm 55 dias de recesso por ano. Além disso, só precisam trabalhar três dias por semana em Brasília, entre terça e quinta-feira.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, diz que o partido pretende melhorar os textos “horrorosos” das PECs, pois do jeito que está criam “problema maior ao trabalhador”. Ele propôs que as empresas começassem a reduzir uma hora de trabalho por ano, começando em 2027.
O deputado e ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles (Novo-SP), quer acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o projeto de lei que o governo Lula enviou ao Congresso para acabar com a escala 6x1, pois o considera inconstitucional. Seu colega de partido, deputado Gilson Marques (Novo- SC), disse que a medida pode “acabar com a economia do Brasil”.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) declarou que o projeto é "demagogo e mentiroso". Ele argumentou que a escala 6x1 não será extinta e que o eleitor só perceberá isso depois das eleições de outubro.
Nikolas Ferreira (PL-MG) sugeriu que o governo arcasse com os custos que as empresas vão ter com o fim da escala 6x1. O partido dele diz que a proposta "pode prejudicar a vida da mulher trabalhadora".
Em fevereiro deste ano, os presidentes do PL, Valdemar da Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, prometeram impedir a votação da proposta. Já o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, disse que “ócio demais faz mal” e que um dia a mais de folga faria o trabalhador ceder a vícios.
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