Polícia

Nego Di é condenado a 14 anos de prisão por estelionato e lavagem de dinheiro

Reprodução/Redes sociais
Justiça também condenou a esposa do influenciador, Gabriela Sousa, por lavagem de dinheiro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 23/06/2026, às 18h20



A Justiça condenou o influenciador digital e ex-BBB Nego Di a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. A decisão foi proferida nesta terça-feira (23) e também atingiu sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, sentenciada a 8 anos e 4 meses de reclusão por lavagem de dinheiro.

Além da pena principal, Nego Di recebeu mais 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime inicial semiaberto, por promover rifas eletrônicas consideradas ilegais pela Justiça.

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Segundo a sentença, o influenciador realizou ao menos 34 rifas virtuais sem autorização entre novembro de 2022 e maio de 2024. As campanhas eram divulgadas nas redes sociais e prometiam prêmios em dinheiro, veículos de luxo e outros bens mediante a compra de bilhetes pelos participantes.

Um dos casos analisados envolveu o sorteio de um Porsche Macan avaliado em cerca de R$ 500 mil. De acordo com o Ministério Público, o esquema causou prejuízo superior a R$ 185 mil e atingiu pelo menos 9.683 pessoas.

As investigações apontaram ainda que o casal teria movimentado mais de R$ 2,4 milhões para ocultar a origem dos recursos obtidos de forma ilícita. Segundo a decisão, valores eram transferidos por meio de contas de terceiros, empresas e operações financeiras destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.

Outro ponto destacado pela acusação foi a divulgação de um comprovante falso de doação para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. O documento indicava uma transferência de R$ 1 milhão, mas, segundo a investigação, o valor efetivamente enviado teria sido de apenas R$ 100.

Sobre Gabriela Sousa, o juiz entendeu que sua participação foi fundamental para a movimentação dos recursos investigados. Segundo a decisão, ela disponibilizou contas e estruturas financeiras utilizadas para ocultar valores e também teria se beneficiado da aquisição de bens com dinheiro de origem ilícita.

Nego Di ainda responde a outros processos na Justiça. Um deles envolve a loja virtual Tá Di Zuera, investigada por supostos golpes que teriam causado prejuízos milionários a centenas de consumidores. Em 2025, ele e o sócio Anderson Boneti já haviam sido condenados em primeira instância a 11 anos e 8 meses de prisão por estelionato relacionado ao caso.

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