Polícia
por Aina Soledad
Publicado em 28/08/2025, às 06h00 - Atualizado às 07h00
Segunda mulher a comandar um batalhão especializado na Polícia Militar da Bahia (PMBA), em 200 anos da instituição, a Tenente Coronel Claudia Mara tem como planos expandir o Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc) e fortalecer a parceria com a comunidade. Ao Bnews, ela contou que pretende estreitar os laços com estudantes e famílias.
“Fazer com que o Batalhão seja cada mês mais presente, criar novas palestras e nos aproximar cada vez mais do estudante. Vamos mostrar que a polícia está ali para servir, para proteger, para cuidar e diminuir esse abismo que existe entre comunidade e polícia. É o que a gente mais quer, cada vez mais prestar um bom serviço, um serviço de qualidade”, afirmou a comandante do BPEsc.
A ligação da Tenente Coronel com a educação começou na década de noventa, quando sem nem sonhar em ingressar na PMBA, cursou pedagogia na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na instituição, em momentos distintos, ela voltou a ter contato com o ambiente da aprendizagem, quando foi para o Instituto de Ensino da Polícia e para o Colégio da PM.
“Me encontrei na área de educação, eu trabalhava com crianças. Lá era do alfa até o terceiro ano. Então, eu trabalhava com a criança quando ela chegava pra ser alfabetizada até o último ano. Eu fiquei na escola até 2011”, relembrou. Depois de viver outras experiências na instituição, em 2015, Claudia teve um novo contato com a área, quando exerceu a função de diretora de junta do Colégio da PM. “Para mim foi uma grande realização. Mesmo já como diretora eu já podia colocar em prática as coisas que eu via na época que eu era comandante do corpo de alunos”, contou.
As vivências deram a Tenente Coronel régua e compasso para ocupar o espaço de destaque e inspirar muitas outras mulheres na corporação.
“É um desafio! É uma aposta muito grande do comandante geral em colocar as mulheres no comando de batalhões. Porque não tinha na história da Bahia, até porque eu sou a segunda, né? Mostra que o comandante acredita na mulher e na mulher policial militar (...) Ele tá dizendo assim: eu quero ver como a mulher desempenha esse papel de comandante de batalhão. Ele acredita que a mulher é capaz e eu tenho certeza que somos!”, afirmou.
O grande desafio na posição de liderança, segundo a nova comandante, é driblar os conflitos internos.
“Porque é uma briga interna dizendo vá, você consegue. E ao mesmo tempo tem um certo receio, um medo. Mas essa briga é constante, essa luta constante. Mas fora isso, em termos de enfrentar colegas, o desafio por alguém não acreditar, isso não é relevante”, disse Cláudia, que garante trabalhar firme para exercer uma gestão de excelência integrando a PMBA e a comunidade escolar.
“Porque ela [a PM] é eminentemente masculina, nós somos em torno de 30, se não me engano, 35 mil homens. Desses 35 mil, nós não temos 5 mil mulheres. Então, o grande público é composto de homem. É uma instituição masculina. Então, a mulher chega, quando a mulher começa a entrar na corporação, ela chega para quebrar justamente isso. Essa hegemonia masculina. E ela, com o jeito dela, ela vai conduzindo essa grande instituição da melhor forma, com a sutileza, com a leveza que tem que ser”, afirmou.
Formada pela Academia de Polícia Militar (APM) em 1996, a tenente-coronel Claudia Mara atuou por 11 anos no CPM Lobato. Pedagoga pela UFBA e bacharela em Direito pela Unifacs, ela também é pós-graduada em Direito Público.
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