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Novo Parlamento alemão assume com extrema-direita no protagonismo

Foto: Patrick Seeger/Agência Lusa
Parlamento apresenta pouca renovação e extrema-direita apresenta grande espaço no legislativo  |   Bnews - Divulgação Foto: Patrick Seeger/Agência Lusa

Publicado em 25/03/2025, às 13h08   Bruna Rocha



A partir desta terça-feira (25), o novo parlamento alemão assume o posto, com grande protagonismo da extrema-direita. Ao todo, estarão disponíveis 630 cadeiras para os deputados, eleitos para compor o novo Bundestag, como é chamado o legislativo da Alemanha.

A extrema-direita conquista a segunda maior bancada da casa nas eleições de fevereiro. Ao todo, são 152 pelo grupo, sendo o maior patamar atingido no pós-guerra. 

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Na outra parte da sala, 64 Figuras, como são conhecidas as cadeiras do parlamento, estão preenchidas pelo partido A Esquerda, representando um aumento de 25 cadeiras. A primeira sessão da 21ª legislatura alemã, inclusive, será aberta por um esquerdista, Gregor Gysi, de 77 anos.

Gregor é o membro mais antigo da casa, ele chegou em 1990, antes das cadeiras, azuis e pontou sobre o tempo de cada político no pleito.

"A maioria perde o contato com os cidadãos e começa a acreditar que a realidade é o que acontece no Bundestag", conta à Folha de São Paulo.  

A fim de manter os princípios de autocrítica na política alemã, Friedrich Merz, vencedor da eleição com a aliança conservadora CDU/CSU e à frente de 208 Figuras, apontou antes observar das eleições questões que causavam divisões como imigração e transição energética. 

"Mostramos precisamente que estamos atentos aos verdadeiros problemas", pontua. Merz também almeja uma coalizão com o SPD, do atual premiê, Olaf Scholz. Juntos, os partidos alcançaram a maioria do Parlamento, mas não uma maioria constitucional, de dois terços. Por sua vez, AfD e A Esquerda têm juntas a minoria para realizar alterações na Lei Básica. 

Também nesta terça-feira, as principais cargas da Casa serão concórdias. Merz já indicou e deve conseguir eleger residente do Bundestag a tesoureira da CDU e a ex-ministra Julia Klöckner.

Sua disposição em dialogar com todos os grupo políticos, incluindo a Afd gerou indisposição e critica publica dos Verdes. Segundo o partido ambientalista, ela deveria ter suspendido o isolamento da sigla populista. 

Já o partido AfD fará pelo 27º uma indicação para o cargo de vice-presidente do Bundestag. Todos os grupos podem fazer horários, mas para isso é importante elegê-los no plenário. Apesar do tamanho do grupo, nada garanti o sucesso eleitoral. Se for conquistado, um lider populista quer usar o peso de sua nova bancada para buscar maior protagonismo da Casa e nas comissões. 

Classificação Indicativa: Livre

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